Stênio Max, vice-presidente da
FCDL Mossoró, chama atenção para a necessidade de investimentos no aeroporto,
que atualmente passa por uma reforma para tornar o equipamento apto a receber
aviões a jato. Atualmente, somente os modelos ATR são autorizados a pousar no
terminal. “O Aeroporto de Mossoró tem uma invasão na pista lateral que impede,
tecnicamente, a operação de voos regulares. Então nós temos um desafio grande
em relação ao equipamento. A preocupação aumenta se levarmos em conta que a
cidade possui 45 eventos turísticos para 2025”, afirma.
“A VoePass, que suspendeu a
rota para Mossoró em outubro do ano passado. Tinha dois voos diários, quatro
vezes por semana, com 62 assentos cada um. Daí é possível ter ideia de quantas
pessoas deixam de chegar ao Município”, completa Max.
O secretário de
Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Pedro Fernandes, disse que tem conversado
com a Infraero, administradora do aeroporto, sobre a situação. “Temos
conversado bastante sobre a necessidade de o equipamento receber voos de maior
porte”, disse.
Roger Lara, representante da
Infraero em Mossoró comentou na audiência que há um planejamento de R$ 75
milhões para as obras no aeroporto, dos quais R$ 30 milhões já foram
executados.
Edmar Gadelha, da Associação
Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), afirmou que a perda de voos
no RN acende um alerta. “Temos uma rede hoteleira robusta e uma procura pelo
nosso destino que é orgânica, mas isso nem sempre se converte em vendas do
destino. O gargalo está justamente na baixa conectividade”, pontua.
Fernando Virgílio, assessor de
Relações Institucionais da Fecomércio, diz que existe apreensão com a
possibilidade de perda para a economia do RN frente ao cenário de suspensão de
voos. “A parte turística em Mossoró pode ser afetada, mas também outros setores
como petróleo e fruticultura irrigada” disse.
O diretor-presidente da
Emprotur, Raoni Fernandes, espera que, com a reforma, seja possível ampliar a
conexão do destino com o País. “Por conta das obras, olhamos para o aeroporto
com otimismo, já que se espera conectá-lo com Garulhos, Galeão, Brasília e
Salvador”, afirma.
Habib Chalita, da Diretoria de
Planejamento Estratégico da Secretaria de Turismo de Natal, afirma que a
discussão promovida pelo deputado Ubaldo Fernandes reforçara a necessidade de
conectividade para fortalecer o turismo. “Não somente de Natal, mas de outras
cidades, como Mossoró e e Pau dos Ferros que necessitam dessa conexão”, disse
Chalita.
Ao contrário de Mossoró, no
aeroporto de São Gonçalo do Amarante a alta temporada (de dezembro de 2024 a
fevereiro de 2025) trouxe bons números, com um fluxo de 670.4 mil passageiros,
um crescimento de 3% em relação ao ano passado. O dado aponta para o melhor
desempenho desde o início de 2020, sendo a segunda melhor alta temporada já
registrada. Os números são do Governo do RN. No segundo semestre do ano
passado, o RN retomou os índices pré-pandemia, com destaque para setembro
(melhor mês desde 2014), outubro ( melhor dos últimos nove anos) e novembro
(alta de 19,1% em relação a 2023.
Tribuna do Norte

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