Segundo o Procon Natal, todos os combustíveis analisados apresentaram redução
de preço em relação ao mês anterior. A maior queda foi registrada no etanol,
com um recuo de 5,54%, equivalente a R$ 0,30 por litro. Já o gás veicular teve
a menor variação negativa, com redução de 0,23%.
O levantamento do Procon Natal
também alerta os consumidores para a variação nos preços praticados pelos
postos. No caso da gasolina comum, por exemplo, a pesquisa encontrou valores
entre R$ 6,39 (menor preço na zona Oeste) e R$ 6,89 (maior preço), representando
uma diferença de R$ 0,50 por litro. O etanol teve a maior variação entre
postos, com preços oscilando entre R$ 4,79 e R$ 6,05, uma diferença de R$ 1,26
por litro.
“Nós fazemos essa pesquisa em 87 postos localizados nas quatro zonas da cidade.
Sempre são os mesmos postos. Temos no nosso sistema a tabela comparativa de
todas as pesquisas que fizemos. Pegamos a pesquisa anterior e levamos para a
atual e fazemos o comparativo”, explica Dina Pérez, diretora-geral do Procon
Natal.
“Acredito que os revendedores estejam acompanhando essa tendência de queda que
parte da própria refinaria, que vem provocando reduções na sua venda para as
distribuidoras, que devem estar passando isso para os postos, que passam para o
consumidor”, explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de
Derivados de Petróleo do Estado do RN (Sindipostos-RN), Maxwell Flor.
Sobre os recentes aumentos aplicados pelos postos de combustíveis, a diretora
do Procon Natal, Dina Pérez, disse que após dois reajustes consecutivos em
fevereiro, os postos foram notificados a justificarem oficialmente a razão dos
reajustes.
“Essa questão dos postos temos que ter cuidado, porque a questão de suposta
abusividade, não podemos tratar os 87 postos como uma unidade, temos que
analisar um a um. Fizemos uma ação em fevereiro em que notificamos os postos,
porque naquele mês tivemos dois aumentos, um deles relativo ao ICMS, e o outro
referente a Petrobras, que publicou aumento porque ela, analisando o preço
interno com a externa, segundo ela, o preço estava em déficit da gasolina do
exterior. Notificamos os postos em que fazemos pesquisas para que eles
justifiquem o porquê do aumento. Já recebi as notificações e o jurídico está
analisando todas elas”, acrescenta.
Pesquisa ANP
Outra pesquisa publicada recentemente foi a da Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feita entre os dias 02 e 08 de março.
Nela, o preço médio da gasolina comum registrado em Natal foi de R$ 6,65. O
preço registrado foi o mais caro entre capitais do Nordeste. O estado de
Sergipe aparece em seguida com R$ 6,64. Ao todo, 18 postos foram pesquisados em
Natal pela ANP.
“Nós temos uma refinaria que não refina, que não produz. Tudo que ela vende
para o nosso Estado é importado e vem a preço do mercado internacional. O preço
dela normalmente está mais caro que o preço que a Petrobras pratica aqui”,
acrescenta Maxwell Flor, do Sindipostos-RN, citando ainda que o fato de a
refinaria estar localizada em Guamaré, a 200km de Natal, também explica essa
questão. Ele cita que nas outras cidades do Nordeste as bases de distribuição
ficam nas próprias capitais.
Motoristas em Natal adotam diferentes estratégias para fugir da alta dos preços
na capital potiguar. Entre os métodos adotados está a pesquisa constante,
aplicativos com cashback e cadastros em postos parceiros.
“Eu procuro os postos pela qualidade. Preço é basicamente o mesmo em todos os
lugares, não vejo diferença entre os postos. Já fiz testes abastecendo em
alguns e vejo pelo rendimento do carro por litro/km. Busco alguns postos
específicos porque sinto que meu carro rende mais. Vejo que está mais caro a
cada dia que passa, sem tendência de baixar”, explica Amanda Souza, 28,
motorista de aplicativo e atendente de call center.
Mesmo pensamento tem a motorista Roberta Lima, 44. “Vi que tinha dado uma
aumentada, baixou um pouco mas continua alto. Eu sempre procuro os valores mais
baixos, postos com descontos e às vezes aplicativos. É assim que vou
sobrevivendo no dia a dia”, disse.
Tribuna do Norte

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