"Nós fizemos as contas.
Um trabalhador que ganha na faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil, isso vai significar
quase um 14º salário. Essa é a economia que a pessoa vai ter ao longo de 12
meses, uma economia de quase um salário mensal. Isso é muito importante para
uma família", afirmou o ministro durante um evento na fábrica da montadora
Toyota, em Sorocaba (SP).
Mais cedo, em Brasília, o
presidente Luiz
Inácio Lula da Silva anunciou o envio do projeto de lei que trata da isenção.
O texto, que agora será
analisado pelo Congresso Nacional, zera o imposto de renda até R$ 5 mil e cria
desconto parcial para aqueles que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, reduzindo
o valor pago atualmente. Se aprovada pelos parlamentares, a medida entra
em vigor no ano que vem.
Para compensar a perda de
arrecadação, que chegará a R$ 27 bilhões por ano, o projeto prevê a tributação
mínima das altas rendas, ampliando a receita com a cobrança de imposto de
rendimentos isentos, como dividendos de empresas (parte do lucro distribuída
aos acionistas), acima de R$ 600 mil.
"Nós vamos beneficiar 10
milhões de mulheres e homens. E sabem que vai pagar para que a gente possa dar
esse benefício para 10 milhões? Apenas 141 mil brasileiros que ganham acima de
R$ 600 mil por ano, R$ 1 milhão por ano. Não tem política mais justa do
que essa", afirmou Lula no mesmo evento da Toyota, em discursos dirigido
aos trabalhadores da multinacional japonesa.

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