Em troca de um eventual
adiamento da tarifa, os americanos querem abrir diálogo sobre temas caros ao
governo trumpista, em especial o imposto de importação que o Brasil aplica
sobre o etanol comprado dos EUA, considerado muito alto pela administração americana.
O ministro das Relações
Exteriores (MRE), Mauro Vieira, voltou a conversar ontem com Greer. De acordo
com pessoas a par do assunto, a conversa “foi boa” e ambos repassaram o
panorama do comércio bilateral entre Brasil e EUA.
Segundo relatos feitos à
reportagem, ficou combinado que técnicos dos dois países vão se reunir a partir
da próxima semana para discutir questões ligadas ao aço e ao alumínio, e
eventuais novas medidas em estudos da parte americana.
O prazo para a tarifa de 25%
sobre o aço importado pelos Estados Unidos entrar em vigor está se aproximando.
A previsão é que a alíquota mais alta já passe a valer já na próxima
quarta-feira, dia 12, o que foi reafirmado por Trump esta semana. O Brasil, contudo,
tenta negociar uma alternativa com os americanos, como a manutenção das atuais
cotas de exportação de aço para os EUA, acordadas ainda em 2018, no primeiro
mandato de Trump.
Pelo acordo, o Brasil pode
exportar anualmente 3,5 milhões de toneladas de aço semiacabado e 687 mil
toneladas de laminados aos EUA, arranjo que evitou a sobretaxa anunciada na
ocasião.
Estadão Conteúdo

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