sábado, 8 de março de 2025

Brasil e EUA vão conversar sobre alternativas para a taxação do aço

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, e o representante comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, vão levar ao presidente Donald Trump pleito do Brasil para que seja adiada a implementação da sobretaxa sobre o aço importado brasileiro. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, isso ficou acertado com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na reunião por videoconferência que durou quase uma hora com os dois auxiliares do republicano.

Em troca de um eventual adiamento da tarifa, os americanos querem abrir diálogo sobre temas caros ao governo trumpista, em especial o imposto de importação que o Brasil aplica sobre o etanol comprado dos EUA, considerado muito alto pela administração americana.

O ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, voltou a conversar ontem com Greer. De acordo com pessoas a par do assunto, a conversa “foi boa” e ambos repassaram o panorama do comércio bilateral entre Brasil e EUA.

Segundo relatos feitos à reportagem, ficou combinado que técnicos dos dois países vão se reunir a partir da próxima semana para discutir questões ligadas ao aço e ao alumínio, e eventuais novas medidas em estudos da parte americana.

O prazo para a tarifa de 25% sobre o aço importado pelos Estados Unidos entrar em vigor está se aproximando. A previsão é que a alíquota mais alta já passe a valer já na próxima quarta-feira, dia 12, o que foi reafirmado por Trump esta semana. O Brasil, contudo, tenta negociar uma alternativa com os americanos, como a manutenção das atuais cotas de exportação de aço para os EUA, acordadas ainda em 2018, no primeiro mandato de Trump.

Pelo acordo, o Brasil pode exportar anualmente 3,5 milhões de toneladas de aço semiacabado e 687 mil toneladas de laminados aos EUA, arranjo que evitou a sobretaxa anunciada na ocasião.

Estadão Conteúdo

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