O levantamento revela ainda que, até 10 de março deste ano, o RN somava 249.031
pequenos negócios ativos, um crescimento de 5.340 empresas só em 2025,
levando-se em conta que o estado fechou o ano de 2024 com 243.691 registros.
Do total de pequenos negócios
cadastrados atualmente no Simples no Rio Grande do Norte, os setores são
liderados por Serviço (102 mil), Comércio (70 mil), Indústria (17 mil),
Construção (11 mil) e Agropecuária (1,1 mil). Os municípios com maior quantitativo
de pequenos negócios são Natal (91,9 mil), Parnamirim (25,9 mil), Mossoró (24,3
mil), São Gonçalo do Amarante (7,2 mil) e Caicó (5,6 mil).
De acordo com Thales Medeiros, gerente da Agência Sebrae Grande Natal, o
crescimento no número de pequenos negócios está atrelado a um padrão sazonal de
movimentação no setor. “Esse movimento se deve, em parte, ao planejamento dos
empreendedores, que começam a estruturar seus negócios ainda em dezembro para
iniciar operações no começo do ano. Isso reduz o período de informalidade, o
que é positivo tanto para o empreendedor quanto para o mercado”, explica.
Conforme os números fornecidos pelo Sebrae, os microempreendedores individuais
(MEIs) lideram o volume de novos registros no estado, com 3.365 aberturas em
fevereiro deste ano, contra 2.362 no mesmo período do ano passado. Já as
microempresas (ME) somaram 913 aberturas, ante 803 no ano anterior, enquanto as
empresas de pequeno porte (EPP) registraram 214 novas adesões, contra 148 em
fevereiro de 2024. A estimativa é que os pequenos negócios correspondam a cerca
de 36% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte.
O crescimento no número de pequenos negócios também reflete uma maior confiança
dos empreendedores na economia. Thales explica que, apesar de muitas pessoas
recorrerem ao empreendedorismo por necessidade, há uma percepção de
oportunidades no mercado. “Se alguém decide formalizar um negócio, é porque
enxerga viabilidade e potencial de crescimento. A formalidade exige um nível
maior de organização e planejamento, e essa é uma característica que tem sido
mais presente nos novos negócios”, pontua.
No recorte nacional, os pequenos negócios também representam a maioria das
novas empresas registradas. Em fevereiro, foram mais de 433 mil aberturas de
micro e pequenas empresas em todo o país, o que equivale a 96,7% do total de
empresas abertas no período. Considerando todos os portes, já foram mais de 1
milhão somente neste ano.
Para garantir a sustentabilidade dos negócios recém-abertos, o gerente da
Agência Sebrae Grande Natal alerta que é fundamental que os novos
empreendedores estejam atentos às obrigações legais e ao planejamento
financeiro. “Quem está começando precisa se preparar para os desafios da
gestão. A formalidade tem custos, e manter impostos e obrigações em dia é
essencial para a continuidade da empresa”, adverte.
Tanto para quem está entrando agora na jornada do empreendedorismo quanto para
quem já tem experiência, Thales Medeiros aconselha que a busca da informação é
essencial. Estudar o mercado, identificar as oportunidades diante da
concorrência e fazer um planejamento adequado são as principais dicas para quem
busca um negócio de resultados prósperos.
A expectativa do Sebrae é que o ritmo de crescimento na abertura de empresas se
mantenha ao longo de 2025. “Nos últimos dez anos, o saldo de novos negócios tem
sido sempre positivo. A tendência é que isso continue, desde que o cenário
econômico siga estável e não haja fatores externos que atrapalhem esse
crescimento”, finaliza o gerente da Agência Sebrae Grande Natal.
Setor de serviços recua em
janeiro
O setor de serviços recuou
0,2% em janeiro na comparação com dezembro de 2024. O resultado é considerado
estável, pois não é queda de grande magnitude, e é atribuído, principalmente,
ao fraco desempenho das atividades de transportes.
“O setor apresentou duas taxas negativas e uma estabilidade nos últimos três meses. Nesse período, acumulou perda de 1,1%, que pode ser explicada pela alta margem de comparação”, analisa o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
Tribuna do Norte

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