Como parte da mobilização, a
rede estadual de ensino também paralisará suas atividades, afetando as mais de
500 escolas públicas do estado e os cerca de 190 mil alunos matriculados no ano
letivo de 2025. A paralisação acontece um dia após o início do ano letivo na
rede estadual de ensino.
Convocado pelo Sinte/RN, o dia
de mobilização contará com atividades nos turnos matutino e vespertino. Pela
manhã, será realizado o ato “Café Com Luta” em frente à Assembleia Legislativa,
onde os servidores acompanharão a leitura da mensagem da governadora que não
ocorreu na abertura dos trabalhos da Casa, na semana passada. Fátima Bezerra
havia justificado o adiamento por conflito de agenda.
Durante a solenidade desta
terça, a gestora estadual apresentará um balanço das ações do Executivo em 2024
e os planos para 2025. Há expectativas de que ela discorra sobre o piso dos
professores.
A mobilização continua à
tarde, a partir das 14h, no auditório do Sinte/RN, no bairro Cidade Alta, onde
será realizada a primeira Assembleia da Rede Estadual em 2025. De acordo com a
coordenadora geral do sindicato, Fátima Cardoso, a participação dos servidores
na assembleia será essencial para definir as estratégias da luta salarial.
“Estamos organizando um
importante dia de protesto pela luta do piso salarial, com eventos que começam
às 8h com um café da manhã em frente à Assembleia Legislativa, seguido de um
protesto durante a leitura da mensagem da governadora. À tarde, haverá uma
assembleia crucial para definir os próximos passos da luta”, afirmou.
O Governo Federal reajustou o
Piso Salarial Nacional do magistério público da educação básica neste ano em
6,27%, estabelecendo o valor mínimo de R$ 4.867,77 para uma jornada de 40 horas
semanais na rede pública de ensino. O reajuste foi oficializado na Portaria Nº
77/2025, publicada no Diário Oficial.
O aumento ficou acima da
inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), que fechou 2024 em 4,83%, e também superou a inflação calculada pelo
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 4,77% no mesmo período.
Os salários dos profissionais da educação básica são pagos por prefeituras e
estados, com recursos provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além
de complementações da União. Cada estado e município precisa regulamentar a
aplicação do novo piso salarial por meio de normas próprias.
Tribuna do Norte

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