terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Hugo Motta tenta acalmar STF após fala sobre 8 de janeiro

O novo presidente da Câmara, Hugo Motta, conversou com alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua fala de que os atos de 8 de janeiro não foram uma tentativa de golpe e de que houve “exagero” na punição aos condenados pela corte. Entre os magistrados procurados por Motta está Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo os ataques golpistas, e Gilmar Mendes.

Segundo aliados do presidente da Câmara, ele decidiu ligar diretamente para Moraes e outros ministros “para não deixar o ruído crescer”.

Na conversa, Motta disse que as condenações de parte dos envolvidos nos ataques golpistas têm criado um sentimento de vitimização em relação aos condenados e defendeu que as penas duras fossem aplicadas a quem vandalizou e depredou os prédios dos Três Poderes.

O parlamentar fez a avaliação de que pessoas que estavam presentes nos atos, mas não vandalizaram os locais, pudessem ter penas mais amenas. Motta afirmou aos magistrados que foi isso que buscou defender na entrevista que concedeu à rádio Arapuan FM, de João Pessoa, na sexta-feira passada. O que mais preocupa a cúpula militar brasileira com Donald Trump na Presidência dos EUA

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Dois ministros confirmaram à coluna que foram buscados pelo presidente da Câmara e elogiaram sua disposição em dar explicações e dialogar sobre o tema. Os magistrados enfatizaram a Motta que os condenados vandalizaram os prédios dos Três Poderes e que ampla maioria concordou com as sentenças.

Motta destacou ainda que, apesar dos ruídos provocados pelas suas falas, seguirá com a promessa de buscar a pacificação entre os Poderes. Motta quer virar essa página e falar sobre votações de projetos que vai priorizar na Presidência da Câmara. O parlamentar tem repetido que a anistia aos envolvidos nos 8 de janeiro não é um deles.

Acordo de Motta
A movimentação de Hugo Motta em direção ao STF ocorre paralelamente a um acordo já firmado entre ele e a oposição para evitar surpresas e manobras em relação à anistia dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro. O compromisso foi costurado para garantir que a proposta só seja votada quando houver consenso de que tem chances reais de aprovação. O acordo prevê que o 1º vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), não pautará a anistia nos momentos em que estiver no comando da Casa, evitando que a proposta seja colocada em votação sem a articulação adequada da base bolsonarista. Apesar de o compromisso poder parecer um revés para Bolsonaro, a movimentação é vista como um gesto estratégico para manter boa relação com Motta, que já indicou disposição para discutir o tema.

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