Segundo aliados do presidente da Câmara, ele decidiu ligar diretamente para
Moraes e outros ministros “para não deixar o ruído crescer”.
Na conversa, Motta disse que
as condenações de parte dos envolvidos nos ataques golpistas têm criado um
sentimento de vitimização em relação aos condenados e defendeu que as penas
duras fossem aplicadas a quem vandalizou e depredou os prédios dos Três Poderes.
O parlamentar fez a avaliação
de que pessoas que estavam presentes nos atos, mas não vandalizaram os locais,
pudessem ter penas mais amenas. Motta afirmou aos magistrados que foi isso que
buscou defender na entrevista que concedeu à rádio Arapuan FM, de João Pessoa,
na sexta-feira passada. O que mais preocupa a cúpula militar brasileira com
Donald Trump na Presidência dos EUA
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Dois ministros confirmaram à coluna que foram buscados pelo presidente da
Câmara e elogiaram sua disposição em dar explicações e dialogar sobre o tema.
Os magistrados enfatizaram a Motta que os condenados vandalizaram os prédios
dos Três Poderes e que ampla maioria concordou com as sentenças.
Motta destacou ainda que,
apesar dos ruídos provocados pelas suas falas, seguirá com a promessa de buscar
a pacificação entre os Poderes. Motta quer virar essa página e falar sobre
votações de projetos que vai priorizar na Presidência da Câmara. O parlamentar
tem repetido que a anistia aos envolvidos nos 8 de janeiro não é um deles.
Acordo de Motta
A movimentação de Hugo Motta em direção ao STF ocorre paralelamente a um acordo
já firmado entre ele e a oposição para evitar surpresas e manobras em relação à
anistia dos envolvidos nos atos do 8 de janeiro. O compromisso foi costurado
para garantir que a proposta só seja votada quando houver consenso de que tem
chances reais de aprovação. O acordo prevê que o 1º vice-presidente da Câmara,
Altineu Côrtes (PL-RJ), não pautará a anistia nos momentos em que estiver no
comando da Casa, evitando que a proposta seja colocada em votação sem a
articulação adequada da base bolsonarista. Apesar de o compromisso poder
parecer um revés para Bolsonaro, a movimentação é vista como um gesto
estratégico para manter boa relação com Motta, que já indicou disposição para
discutir o tema.

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