Esse é um de três fatores para
que a Sesap decidisse antecipar a instalação do Centro de Operações de
Emergência em Saúde (CES) para esta quinta-feira (16), numa ação que deverá ser
integrada entre uma série de secretarias e municípios. A ideia é unir esforços
para evitar casos graves e óbitos. Em 2024, o Estado registrou dois óbitos de
dengue e três de chikungunya. De acordo com o plano de contingência para as
arboviroses, o RN encontra-se em nível de alerta, com possibilidade de entrar
em situação de epidemia caso registre um aumento expressivo de casos ou
confirme algum caso de óbito.
“Quando fizemos a avaliação do cenário epidemiológico, informei as secretarias e a governadora que tínhamos três motivos suficientes para instalação desse centro. O primeiro motivo é a comparação dos números de casos de 2024 para 2023, com um aumento de mais de 180% de incidências de casos de dengue. O segundo motivo é que comparando o RN com outros estados do Nordeste somos o terceiro com maior incidência de casos”, explica Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap.
Ainda segundo Diana Rêgo,
outro fator que amplia a preocupação no Estado é a circulação do sorotipo 3 no
Brasil, que desde 2008 não circulava de forma predominante no Brasil. No país,
são endêmicos sorotipos 1 e 2, e uma vez exposta a um determinado sorotipo,
após a remissão da doença, uma pessoa passa a ter imunidade para aquele
sorotipo específico.
“O estado do RN não tem a
presença desse sorotipo Denv-3 da dengue. No ano passado só tivemos a
identificação do 1 e do 2. Então se viemos a ter a circulação desse sorotipo
Denv-3 podemos vir a ter um número de pessoas com um desenvolvimento da forma
grave da doença”, acrescenta Diana Rêgo.
Neste primeiro momento, trinta
municípios potiguares estão em estado de alerta e terão ações programadas
específicas para as arboviroses. As ações incluem capacitações de gestores e
corpo técnico, visitas a domicílio, busca ativa, entre outras ações. Os municípios
foram incluídos levando em considerações fatores como incidência, casos graves,
óbitos e fluxo turístico.
“Quando falamos em dengue,
zika ou chikungunya, precisamos entender que a principal arma que temos é o
combate ao foco dos mosquitos. Sabemos que mais de 70% dos focos são
peridomiciliares, estão dentro ou ao redor das nossas casas. Precisamos
entender que combater e buscar esse foco é nossa principal estratégia, em ter a
educação, a prevenção, levar esse tema para dentro das escolas, grupos de apoio
dos municípios, por isso temos o apoio da assistência social”, finaliza Diana
Rêgo.
“No período epidêmico do ano
passado montamos uma estratégia que foi bem sucedida, com apenas dois óbitos
apesar do alto número de casos, e agora queremos repetir. Agora, de forma ainda
mais antecipada, visto que o COE de 2024 foi aberto apenas em março”, pontuou a
secretária de Estado da Saúde Pública, Lyane Ramalho, que coordenou a reunião.
Tribuna do Norte

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