“A conectividade aérea é o primeiro passo para o sucesso de um destino,
principalmente em um país como o Brasil, onde somos extremamente dependentes do
transporte aéreo. Com esse incremento de voos, conseguimos atrair um turista
que tende a permanecer mais tempo no destino e a gastar mais durante sua
estadia”, destaca. Ainda segundo Raoni, essa decisão vem através da evolução no
relacionamento da Azul, que percebe o grande potencial de ocupação dos voos
para o RN.
No anúncio do incremento
enviado à imprensa, a Azul destacou que o Nordeste segue como uma das regiões
mais procuradas pelos turistas brasileiros e internacionais durante a alta
temporada. Vitor Silva, gerente de malha e planejamento estratégico da Azul,
reforça que o foco da companhia é reforçar a conectividade aérea para destinos
que apresentam forte apelo turístico nesta época do ano. “Esses voos serão um
reforço para atendermos a grande procura pelas cidades. Novamente, o Nordeste
vem se destacando como um destino muito requisitado na alta temporada de verão
e também para o Carnaval”, afirma.
No Rio Grande do Norte, cidades do interior são fortemente procuradas pela
população para aproveitar os dias de folia. Em Caicó, o evento de Carnaval é
oficialmente declarado como Patrimônio Cultural e Turístico Imaterial do
Estado, diante da atração de milhares de pessoas e movimentação da economia
local. Outros pontos também recebem grande procura, como Macau com o
tradicional “mela-mela”.
Para Luis Leite, vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de
Viagens no RN (ABAV-RN), todo e qualquer incremento de voos é bem visto, e os
destinos associados possuem um grande atrativo de turistas com maior poder
aquisitivo. “Estamos falando de um público de classe A, tanto o mineiro quanto
o paulista do interior, que utiliza o aeroporto de Campinas como hub. Esse
reforço certamente impulsionará o turismo local, beneficiando tanto as praias
urbanas de Natal quanto as praias mais afastadas”, afirma.
Após o anúncio da Azul, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE também entrou em
contato com as companhias Latam e Gol para verificar se haverá incremento no
número de voos para Natal durante o período de Carnaval. Até o fechamento desta
edição, as empresas não haviam respondido. Apesar disso, Raoni Fernandes
adiantou que a Gol já confirmou à Emprotur um aumento de aproximadamente 10% na
oferta de assentos para 2025.
Além do Carnaval, nos últimos meses a Emprotur vem intensificado campanhas de
promoção turística, destacando unidades de conservação ambiental, que abrange
uma parcela significativa dos principais pontos turísticos do estado. “Isso é
um diferencial importante, especialmente para o turista europeu, que valoriza
destinos sustentáveis. Essas ações têm surtido efeito, e agora vemos companhias
aéreas como a Azul respondendo positivamente com o aumento da oferta de voos”,
acrescenta Raoni Fernandes.
Segundo dados do Aeroporto Internacional Aluízio Alves, divulgados pelo Governo
do RN na última segunda-feira (13), o estado registrou um aumento de 15% no
número de passageiros que chegaram ao Estado no segundo semestre de 2024, em
comparação ao mesmo período de 2023. Ao todo, o número passou de 2.182 milhões
para 2.306 milhões, representando um acréscimo de 155 mil viajantes.
Latam anuncia suspensão de
rota
A partir de 30 de março, Natal
deixará de receber voos da Latam com a rota do Rio de Janeiro (GIG). O anúncio
foi feito pela própria companhia no dia 12 de janeiro, mas a Emprotur garante
que o destino continuará contemplado por outras empresas. “É importante
destacar que a rota Rio-Natal continua bem servida. Cerca de 87% dos voos para
Natal partindo do Rio de Janeiro são operados pela Gol. Além disso, a
performance dessas rotas tem sido positivas”, explica Raoni Fernandes.
Assim como outras com-panhias, a Latam é beneficiada como uma política de
redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para
abastecimento das aeronaves. A condição para o aproveitamento está ligado ao
cumprimento de meta de ofertas de voos. Diante dessa decisão, para que a Latam
continue aproveitando deste desconto será necessário uma realocação de voos ou
abertura de novas rotas, avalia o diretor-presidente da Emprotur.
“Se a companhia não cumprir essas metas, ela perde o benefício e passa a pagar
uma alíquota maior de ICMS, o que representa milhões de reais em impostos. Por
isso, acreditamos que a Latam não vai simplesmente retirar esses assentos”,
explica. O conhecimento dessa estratégia ainda deverá ser conhecido pelo
Governo, através de uma reunião marcada com a Latam.
Tribuna do Norte

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