Nesse cabo de guerra entre
ações de primeira linha, o Ibovespa fechou como na segunda-feira (13), acima da
estabilidade, em alta de 0,25%, aos 119.298,67 pontos, entre mínima de
118.222,64 e máxima de 119.451,01 na sessão, em que saiu de abertura aos 119.006,60.
O giro ficou em R$ 19,2 bilhões. Na semana, o índice da B3 avança 0,37%, ainda
cedendo 0,82% na primeira quinzena do mês. Na ponta vencedora, destaque para
Petz (+4,88%), Marcopolo (+4,12%) e Iguatemi (+3,60%), com Eneva (-2,80%), CSN
(-2,47%) e Marfrig (-2,31%) no canto oposto, no encerramento.
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“Dois fatores contribuíram
para o desempenho do Ibovespa na sessão: primeiro, a notícia de que a equipe
econômica de Trump não pretende implementar um aumento abrupto nas tarifas de
importação assim que o novo governo assumir, mas sim adotar um modelo gradual,
mês a mês. E os novos dados de empréstimos na China surpreenderam
positivamente, indicando uma economia mais forte do que o esperado em
dezembro”, aponta em nota Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.
“O Ibovespa teve oscilação um
pouco maior nessa terça, puxado por Vale, em alta na ação que superava 1% mais
cedo. Divulgada pela manhã, a inflação no atacado dos Estados Unidos, um pouco
abaixo do esperado, contribui para a expectativa de que o Federal Reserve
mantenha os cortes de juros, o que fez o dólar recuar. No cenário doméstico,
permanece a espera por novidades em relação ao fiscal, uma pauta seguida de
perto pelo mercado desde outubro, e que continua no radar em 2025”, diz Rubens
Cittadin, operador de renda variável da Manchester Investimentos. “Amanhã, além
do índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos, que pode trazer
volatilidade, serão divulgados os balanços trimestrais de importantes
instituições financeiras, como BlackRock, Citi, Goldman Sachs, JPMorgan e Wells
Fargo”, acrescenta o analista da Toro.
“A Bolsa continua lateralizada
no Brasil, com apreensão ainda perante as questões fiscais domésticas, e com os
investidores muito atentos, também, aos Estados Unidos. Hoje (terça-feira), o
minério ajudou a Vale, e o setor de bancos esboça melhora. O início da
temporada de balanços nos Estados Unidos, pelos bancos americanos, pode
contribuir, com expectativa positiva para esses números. O fechamento da curva
de juros, por aqui, também é um fator que ajuda”, diz Rodrigo Moliterno, head
de renda variável da Veedha Investimentos.
Dólar
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (14) em queda firme no mercado
doméstico, alinhado ao comportamento da moeda americana no exterior.
Informações de que a nova administração Donald Trump pode optar por imposição
gradual de tarifas de importação, aliadas à leitura benigna da inflação ao
produtor nos EUA, deram fôlego a divisas emergentes. O real apresentou o melhor
desempenho entre as principais moedas globais, seguido pelo seu principal par,
o peso mexicano. Operadores afirmam que o dólar passa por uma acomodação no
mercado local, com investidores promovendo realinhamento de posições neste
início de ano, após o forte estresse que marcou dezembro.
Com mínima a R$ 6,0410, na
última hora de negócios, o dólar terminou o dia em queda de 0,85%, cotado a R$
6,0464. Com o escorregão desta terça-feira (14), a moeda passa a acumular em
janeiro queda de 2,16% em relação ao real, após ter avançado 2,98% em dezembro
e encerrado 2024 com ganhos de 27,34%. Termômetro do comportamento do dólar em
relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY recuava mais de 0,60%,
com mínima aos 109,204 pontos. A moeda americana ganhou terreno em relação ao
iene e a libra, que segue negociada nos menores níveis desde novembro, apesar
dos esforços do Reino Único para demonstrar comprometimento fiscal.
Tribuna do Norte

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