Segundo a pesquisa do
CES/Idema, dos treze produtos que compõem a cesta básica, dez tiveram variações
positivas: Tubérculos (7,40%), Óleo (5,21%), Pão (5,18%), Legumes (4,22%),
Arroz (3,98%), Margarina (1,66%), Café (1,65%), Carne de Boi (1,24%), Açúcar (0,49%)
e Feijão (0,10%). As variações negativas ocorreram em três produtos restantes:
Farinha (-7,60%), Frutas (-3,22%) e Leite (-0,74%).
Na avaliação de Helder
Cavalcanti, economista e ex-presidente do Conselho Regional de Economia
(Corecon-RN), o aumento em dezembro se deve a diversos aspectos, mas em
especial a “oferta e procura” relacionados às festas de fim de ano. “As pessoas
têm 13º salário, os trabalhos temporários, tudo isso aumenta a procura por
alimentos, as pessoas passam a ter mais acesso a dinheiro e isso reflete numa
procura maior por produtos. Com aumento da procura, aumenta o preço”, opina.
Ainda segundo Helder
Cavalcanti, o aumento no custo da cesta básica reflete a elevação dos preços ao
consumidor final, atrelada a outras questões como desvalorização do Real em
relação a moedas estrangeiras e instabilidade climática, especialmente em produtos
das categorias hortifrúti e mercearia. “A mesa do trabalhador é atingida sempre
pelos produtos básicos, que são os agrícolas, que têm um impacto grande do
dólar. Esses equipamentos que compõem a produção da cesta básica eles têm o
impacto do dólar, que vem subindo. É outro reflexo”, cita.
“Quanto ao impacto para o
cidadão: ele precisa estar muito atento ao que isso representa porque a cesta
básica é uma base de consumo bem primária, é aquilo que as pessoas realmente
precisam para sobreviver, com o feijão, arroz, sal, açúcar. Então a partir do
momento em que as pessoas passam a ter uma pequena elevação de renda passa a
agregar outros fatores a cesta básica, o que impacta e inflaciona o mercado e o
consumo individual das pessoas”, acrescenta Helder Cavalcanti.
A assistente de serviços
gerais Nalva Gomes, 47 anos, cita que prefere vir de Extremoz para comprar em
Natal uma vez que encontra preços mais acessíveis. “Tem que andar bastante para
economizar”, cita, apontando que as carnes são os itens que ela observa como
mais caros.
Mesmo pensamento tem a
empreendedora Ednalva Cristiano, 36 anos, e seu esposo, Fábio Silva, 44 anos.
“Está complicado, vamos fazendo a feira aos poucos. Nós fazemos pesquisa
sempre, cada centavo vale”, aponta, dizendo também que as carnes é o que mais
chama a atenção na hora de fazer seu carrinho de compras.
Procon: cesta aumentou 4,42%
em 12 meses
O Instituto Municipal de
Proteção e Defesa do Consumidor – Procon Natal, identificou que o mês de
dezembro representou o terceiro mês consecutivo de alta nos produtos
pesquisados. Em dezembro, o aumento no preço da cesta básica foi de 3,70%,
chegando a R$ 428,62, considerando que, no mês anterior, o preço médio era de
R$ 412,74. O custo adicional foi de R$ 15,88 para o consumidor.
No acumulado de 12 meses, o aumento na cesta básica foi de 4,42%. Apenas no
último trimestre do ano, o acumulado chegou a 5,45%. Em outubro, o preço médio
da cesta era de R$ 402,27, passando para R$ 428,62 no final de dezembro, o que
representa um acréscimo de R$ 26,35.
O preço da carne bovina
aumentou 1,24% no último mês do ano passado. Nalva Gomes vem de Extremoz fazer
compras em Natal, Foto: Adriano Abreu
A pesquisa do Procon, por sua
vez, é mais ampla e contempla 40 itens da cesta básica, tendo registrado
aumento em 26 deles em comparação com o mês de novembro. O estudo realizado
pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal constatou aumentos em quatro categorias
de produtos de um mês para o outro, com as açougue e hortifrúti registraram os
maiores percentuais de alta, com 4,69% e 6,18%, respectivamente. Já as
categorias de mercearia e higiene/limpeza apresentaram aumentos de 0,41% e
0,85%, respectivamente.
Produtos que contribuíram para
o aumento anual incluem, na categoria de Mercearia: arroz (R$ 7,14), pão
francês (R$ 13,86), café (R$ 9,74) e óleo de soja (R$ 7,79). Também produtos na
categoria de Açougue: carne de primeira (R$ 43,42/kg), pescado (R$ 45,65/kg),
queijo coalho (R$ 46,84/kg) e caixa de ovos com 30 unidades (R$ 18,53).
Segundo o Procon Natal, o
Núcleo de Pesquisa monitora semanalmente os preços em 26 estabelecimentos
comerciais da capital, abrangendo 40 itens divididos em quatro categorias:
Mercearia, Açougue, Higiene/Limpeza e Hortifrúti, nos seguintes segmentos: 8 hipermercados,
7 atacarejos e 11 supermercados de bairro. Os dados são coletados em
estabelecimentos distribuídos pelas quatro regiões da cidade e divulgados no
início do mês subsequente, incluindo o preço médio da cesta básica mais barata
e a variação entre os segmentos.
Números
R$ 593,97 foi o preço máximo da cesta básica em dezembro em Natal,
segundo pesquisa do CES/ Idema
4,40% foi a variação da
cesta básica em Natal em 2024
Produtos com variações mais
altas em dezembro:
Tubérculos (7,40%)
Óleo (5,21%)
Pão (5,18%)
Legumes (4,22%)
Arroz (3,98%)
Margarina (1,66%)
Café (1,65%) Carne de Boi (1,24%)
Açúcar (0,49%)
Feijão (0,10%)
Produtos com variações
negativas
Farinha (-7,60%)
Frutas (-3,22%)
Leite(-0,74%)
Fonte: CES/Idema
Tribuna do Norte


Nenhum comentário:
Postar um comentário