A falta de energia elétrica,
que dominou o debate da Band no início da semana, também esteve presente, mas
sem a predominância anterior. Seguindo o script já conhecido, o candidato do
PSOL criticou o prefeito pela falta de poda e manejo das árvores e Nunes
responsabilizou o governo federal e a Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) por não romperem o contrato com a Enel. Ambos defenderam o fim do
contrato com a concessionária.
O prefeito explorou posições
progressistas do adversário e do PSOL sobre segurança pública, drogas e aborto.
Boulos se defendeu adotando posições mais moderadas das que já expressou no
passado, como vem sendo a tônica na campanha. O deputado considerou que Nunes
falha em resolver temas do dia a dia da população, como o apagão, a entrega de
remédios nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a demora no cadastro para
obtenção do Bolsa Família e a falta de entrega de novos Centros Educacionais
Unificados (CEUs).
Ele questionou o prefeito
sobre a Máfia das Creches, esquema de desvio de recursos públicos no qual Nunes
é investigado pela Polícia Federal, e sobre o fato de o ex-cunhado de Marcola,
chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), trabalhar na Prefeitura – Eduardo
Olivatto é chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras
(Siurb). Segundo Nunes, Olivatto é concursado desde 1988, passou pelas gestões
petistas e não está em posição de firmar contratos com a iniciativa privada.
Em determinado momento, o
debate descambou para troca de acusações envolvendo as vidas pessoais dos
candidatos: Nunes disse que o adversário fugiu da Justiça por uma acusação de
dano ao patrimônio público em 2012 e não pagou o conserto do carro após uma batida.
Boulos, por sua vez, declarou que o prefeito deu tiros para o alto na porta de
uma boate em 1996 e citou boletim de ocorrência por violência doméstica
registrado pela esposa de Nunes em 2011.
Os dois candidatos disputam o comando da Prefeitura da maior cidade do País. No primeiro turno, Nunes obteve 1.801.139 votos (29,48% dos votos válidos), enquanto Boulos recebeu 1.776.127 votos (29,07%).
Estadão

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