Uma agência estatal afirmou
que a Coreia do Norte ameaçou nesta quinta-feira (14) usar armas nucleares para
"afundar" o Japão e reduzir os Estados Unidos a "cinzas e
escuridão" por apoiar uma resolução e sanções do Conselho de Segurança da
das Nações Unidas (ONU) contra o mais recente teste nuclear do regime
norte-coreano, segundo a Reuters.
O Comitê da Coreia para a Paz
na Ásia-Pacífico, que lida com os laços externos e propaganda da Coreia do
Norte, também pediu pela dissolução do Conselho de Segurança, que chamou de uma
"ferramenta do mal" constituída por países "subornados" que
avançam sob ordem dos Estados Unidos.
"As quatro ilhas do
arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear do Juche. O Japão
não é mais necessário para existir perto de nós", disse o comitê, em
comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana.
O Juche é a ideologia
governista da Coreia do Norte que mistura marxismo com uma forma de
nacionalismo isolado pregado pelo fundador do Estado, Kim Il Sung, avô do atual
líder norte-coreano, Kim Jong Un, ainda de acordo com a Reuters.
Novas sanções
O Conselho de Segurança da
Organização impôs, por unanimidade, a proibição das
exportações de produtos têxteis do país e limitou as importações de
petróleo em 11 de setembro.
As novas sanções são uma
resposta ao sexto e mais poderoso teste nuclear do país dos últimos 11 anos,
ocorrido em 3 de setembro, que marca mais um capítulo na escalada de tensão na
região. Segundo o governo da Coreia do Norte, o teste com uma bomba de
hidrogênio, que pode ser carregada no novo míssil balístico
intercontinental, foi 'bem-sucedido'.
Preocupada com a situação na
região, a comunidade internacional condena as ações e considera os programas
nuclear e balístico da Coreia do Norte violações contra as resoluções da ONU.
Face às novas sanções, o governo norte-coreano ameaçou acelerar os programas
nucleares do país.
A China, único aliado real do
regime, pressiona o governo econômica e diplomaticamente a se desarmar. Porém,
os Estados Unidos não descartam usar a força militar contra o regime depois que
a Coreia do
Norte ameaçou atacar o território americano de Guam (uma ilha
no Pacífico em que os americanos mantêm uma base militar) e o Japão.
Resistência sul-coreana
O presidente da Coreia do Sul,
Moon Jae-in, afirmou à CNN nesta quinta-feira (14) que é contra
o desenvolvimento de armas nucleares em seu país apesar das constantes
ameaças nucleares da vizinha, Coreia do Norte.
"Responder à Coreia do
Norte desenvolvendo nossas próprias armas nucleares não manterá a paz na
Península da Coreia e poderia levar a uma corrida armamentista no nordeste da
Ásia", afirmou Moon em sua primeira entrevista televisiva após o sexto
teste nuclear de Pyongyang.

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