O Porto de Natal deve receber uma operação de embarque-teste de 3.300 animais com destino ao Líbano. Segundo a Codern, a previsão de quando a exportação deve ocorrer é de responsabilidade dos exportadores.
O Porto de Natal deverá
receber uma operação de embarque-teste de 3.300 animais vivos que serão
exportados para o Líbano. Foto: Sandro Menezes
O Porto de Natal foi
habilitado pelo Ministério da Agricultura é Pecuária (Mapa) para a exportação
de gado vivo. O rito de habilitação da Companhia Docas do Rio Grande do Norte
(Codern), empresa que administra o terminal, foi concluído nesta quarta-feira
(17) após vistorias do Vigiagro, sistema de vigilância do ministério. Com isso,
a unidade está apta a realizar o embarque dos animais.
“O Porto de Natal foi submetido às vistorias protocolares da Vigiagro, tendo
atendido integralmente a todas as exigências estabelecidas”, diz a Codern, em
nota. “Até o momento, não há uma data definida […] para o início das operações
relacionadas à atividade”, acrescenta.
Representantes do Mapa estiveram em Natal na última sexta-feira (12) para uma
reunião para tratar sobre a exportação de gados vivos. O Porto de Natal deve
receber uma operação de embarque-teste de 3.300 animais com destino ao Líbano.
Segundo a Codern, a previsão de quando a exportação deve ocorrer é de
responsabilidade dos exportadores. No que cabe ao Porto, todos os trâmites
estão cumpridos.
Entre as operações liberadas, o Porto de Natal recebeu autorização para
realizar o embarque ou desembarque de bois, ovelhas (ruminantes), cavalos
(equídeos) e porcos (suídeos), além de cargas refrigeradas e congeladas, com a
observação expressa de que esta autorização é exclusiva para produtos de origem
vegetal. Por outro lado, a exportação de aves, ovos e animais de companhia não
está liberada pelo Ministério. A autorização não tem prazo determinado.
“O Recinto […] possui as condições mínimas requeridas pelo Sistema VIGIAGRO
para realizar as operações e movimentar as categorias de produtos de interesse
agropecuário assinaladas”, diz o documento de habilitação.
“As edificações, instalações, equipamentos de informática, mobiliário e
materiais disponibilizados ao VIGIAGRO fornecem condições adequadas à execução
dos controles e da fiscalização do MAPA”, acrescenta.
A reportagem tentou contato com a Secretaria de Estado da Agricultura, da
Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte (Sape-RN), cujo secretário Guilherme
Saldanha limitou-se a confirmar a visita do Mapa. A TN também procurou o
Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para repercutir o tema da visita,
mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
As primeiras previsões eram de que o embarque seria realizado entre os dias 24
e 25 deste mês. Em matéria anterior publicada pela TN, Guilherme Saldanha
afirmou que a expectativa é que, após o primeiro embarque, as exportações dos
animais vivos sejam liberadas pelo Mapa, com projeção de injetar até R$ 1
bilhão ao ano na economia potiguar.
“Este é um negócio que gira em torno de R$ 9 bilhões no País, e nós temos a
intenção de abocanhar um pedaço desse mercado, com a expectativa de atingir 10%
dele. Isso significa que teremos algo em torno de R$ 900 milhões a R$ 1 bilhão
na economia potiguar por ano”, disse Saldanha.
O Rio Grande do Norte dispõe de duas Estações de Pré-Embarque (EPE) devidamente
registradas no Ministério da Agricultura. As EPEs são estruturas fundamentais
para o embarque, pois é lá que o gado fica em quarentena antes da operação de
embarque.
Uma delas está localizada no Distrito de Irrigação do Baixo-Açu (DIBA), em Alto
do Rodrigues, e a outra em São Gonçalo do Amarante, a cerca de 50 quilômetros
de Natal. É de lá que sairão os animais para o embarque-teste com destino ao
Líbano.

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