O programa PEIEX já capacitou mais de 180 empresas potiguares. Foto: Adriano Abreu
O Rio Grande do Norte vive um momento de amadurecimento em suas relações comerciais com o mercado externo. Mais do que uma oportunidade de negócio, a internacionalização tem se tornado um pilar estratégico para as empresas potiguares que buscam diversificar riscos e aumentar a competitividade. Reflexo desse movimento, o Sistema Fecomércio RN, por meio do Senac, realizou nesta quinta-feira (14), na Casa do Comércio, em Natal, o Seminário de Internacionalização e Comércio Exterior do RN.
O grande motor dessa
transformação no estado tem sido o Programa de Qualificação para Exportação
(PEIEX). Resultado de uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Senac RN, o programa atua
diretamente na base produtiva, oferecendo consultoria gratuita e especializada
para que micro, pequenas e médias empresas desenvolvam uma cultura exportadora
sólida.
Até o momento, o PEIEX já
capacitou e qualificou mais de 180 empresas potiguares, com a meta de atingir a
marca de 200 até o fechamento do ciclo atual. A capilaridade do programa também
chama a atenção: com núcleos operacionais em Natal, Mossoró, Caicó e Guamaré, o
suporte técnico chega a diferentes cadeias produtivas, desde o agronegócio e a
indústria têxtil até o setor de serviços e tecnologia.
Segundo Clarissa Furtado,
gerente de Competitividade na ApexBrasil, a meta do programa era de 200
empresas, mas a alta adesão potiguar tem sido positiva. “É um estado que a
gente vê um potencial muito grande, empresas de variados setores, não só os
tradicionais. Temos frutas e açaí, mas também temos serviços e tecnologia,
artesanato, moda e têxtil — uma variedade grande de setores que têm potencial
para a exportação e muitas vezes nem imaginam”, revela.
No programa, as empresas
aprendem sobre formação de preços, logística, contratos internacionais e, ao
final, saem do programa com um plano de exportação.
Conforme explica Leonardo
Trigueiro, diretor de Educação Profissional do Senac, o Sistema Fecomércio fez
a captação de R$ 2 milhões para investir na capacitação das empresas. “São
consultorias em que as empresas não pagam pelo processo. Atualmente, 190 empresas
já estão em atendimento. A gente ‘entra’ na empresa e faz um diagnóstico e
‘sai’ dela com um plano de exportação pronto, para que aquela empresa já comece
a exportar”, destaca.
As consultorias do PEIEX
realizam um diagnóstico completo do potencial da empresa, auxiliando na
adequação de produtos e na superação de burocracias. Vinícius Xavier, CEO da VX
Airguns — empresa que atua no ramo de fabricação de equipamentos e vestimentas
para o tiro olímpico —, já está na segunda etapa do processo, que dura em torno
de 30 meses. Ele pretende exportar materiais e vestimentas para tiro olímpico
para a Alemanha.
“Nossa empresa foge um pouco
do mercado tradicional de exportações. Tem o segmento que está dentro do
Brasil, mas nosso foco é o mercado europeu. Essa ligação com a ApexBrasil foi
de extrema importância, eles são multidisciplinares. Passamos pela fase das
primeiras aulas e estamos indo para a parte de fazermos as primeiras
negociações”, conclui.
Tribuna do Norte

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