O banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Banco Master
A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do empresário e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master.
Apesar da negativa da PF, a
Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda pode analisar o acordo de forma
independente. As negociações vinham sendo conduzidas conjuntamente entre a
Polícia Federal e a Procuradoria, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre
a proposta.
Segundo investigadores, o
conteúdo entregue pela defesa acrescentaria poucas informações novas às
apurações já realizadas pela PF. Integrantes da investigação avaliam ainda que
Vorcaro estaria tentando preservar pessoas próximas.
A Polícia Federal apreendeu
mais de oito celulares ligados ao banqueiro. De acordo com as investigações,
análises preliminares de parte dos aparelhos indicam que o suposto esquema
investigado ultrapassa fraudes financeiras e pode envolver crimes de corrupção,
organização criminosa e o uso de uma milícia privada para atacar adversários e
acessar informações sigilosas.
Na terça-feira (19), após
solicitação da PF, Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum na
Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. No local, ele ficará
submetido às regras internas da corporação, inclusive em relação ao recebimento
de visitas de advogados.
Anteriormente, o banqueiro
estava em uma sala com características de “Estado-Maior”, espaço que também foi
utilizado para a custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de
2025 e janeiro deste ano.
Com informações do G1

Nenhum comentário:
Postar um comentário