O senador disse só ter
percebido a gravidade da situação no fim de 2025, quando Vorcaro foi preso.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ), pré-candidato à Presidência, confirmou nesta terça-feira (19) ter se
reunido com o dono do Master, Daniel Vorcaro, na casa do banqueiro, no fim de
2025, após a primeira prisão de Vorcaro. O fato ocorreu em novembro de 2025, no
Aeroporto Internacional de São Paulo, quando Vorcaro tentava deixar o País em
um jato particular. Ele permaneceu detido por cerca de dez dias e foi solto,
com o uso de tornozeleira eletrônica, até ser novamente preso no início de
março deste ano.
"Estive com ele mais uma
vez após esse evento, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico. Ele
não podia sair da cidade de São Paulo. Eu fui, sim, ao encontro dele para botar
um ponto final nessa história, dizer que se ele tivesse ciente de que a
situação era muito grave, eu teria ido atrás de outro investidor há muito mais
tempo e o filme não correria risco", declarou Flávio a jornalistas.
O senador disse só ter
percebido a gravidade da situação no fim de 2025, quando Vorcaro foi preso.
"O filme estava em grande
risco, o filme ia ser encerrado, seria uma grande catástrofe. No dia seguinte
em que ele foi preso, nesse momento, é que nós vimos ali que deu a virada de
chave, nós entendemos melhor que a situação era muito mais grave", falou.
Flávio contou que a ideia de
negociar financiamento com Vorcaro surgiu por uma sugestão que recebeu em um
jantar no fim de 2024. O senador não disse de quem partiu a ideia.
"Em um jantar com um
amigo, comentando sobre o fim da dificuldade de arrumar investidores aqui no
Brasil, … ele me disse que conhecia uma pessoa que já havia investido em outros
filmes e me apresentou esse investidor que é o Vorcaro", disse.
As declarações foram
realizadas após Flávio se reunir com deputados e senadores do PL, na sede do
partido, em Brasília. O encontro foi uma forma de Flávio dialogar com aliados
após a divulgação de um áudio em que o senador cobrou dinheiro do dono do Master,
Daniel Vorcaro, para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL). Flávio afirmou ter acalmado os parlamentares do partido.
"Estou bastante
tranquilo, bastante calmo em reafirmar que qualquer relação minha com o Vorcaro
foi única e exclusivamente por causa de um filme do meu pai", contou.
Defende Campos Neto
Flávio ainda defendeu o
ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto sobre uma possível omissão
na supervisão da autarquia no caso Master.
Segundo Flávio Bolsonaro,
"o próprio presidente da República, Lula [Luiz Inácio Lula da Silva],
dizendo para ele Vorcaro aguardar, porque ia trocar o presidente do Banco
Central, dando a entender que, com o Gabriel Galípolo presente naquela sala, que
seria o próximo presidente do Banco Central, as coisas se resolveriam".
"Uma prova de que o
Roberto Campos Neto não tinha absolutamente nada a ver com a tentativa de
ajudar o Banco Master", continuou.
Estadão Conteudo

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