Ricardo Stuckert/PR
A bandeira tarifária
permanecerá amarela em junho, informou nesta sexta-feira (29) a
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o
acréscimo nas contas de luz, no próximo mês, para todos os consumidores
conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional da
bandeira é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos
Segundo a Aneel a decisão foi
tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica
menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.
“De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde,
refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação
permanece para o mês de junho”, disse a Aneel.
Criado em 2015 pela Aneel, o
sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de
energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando
para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências,
em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
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A cada mês, as condições de
operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor
estratégia de geração de energia e traça uma previsão de custos a serem
cobertos pelas bandeiras.
Portanto, as cores das
bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da
energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não
há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a
conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Os valores cobrados são os
seguintes:
na bandeira amarela, com
condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para
cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
na bandeira vermelha, no
Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de
R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Já na bandeira vermelha, no
Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa
sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.
Agência Brasil

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