Foto: Francisco de Assis/CMN
Após negativa do ex-senador José Agripino, diante da janela partidária, a pressão das Executivas
nacional e estadual do União Brasil para formar uma chapa competitiva de
deputado federal forçou o vereador Natal, Matheus Faustino, a pedir
desligamento do Movimento Brasil Livre (MBL).
A decisão, segundo ele, ocorreu após definições políticas envolvendo seu partido, o União Brasil, e o próprio movimento.
Em nota, Faustino disse que
“optou por deixar o MBL de forma pacífica” depois que o União Brasil decidiu
não liberar seus mandatários para disputar as eleições deste ano por outra
sigla sem risco de perda de mandato.
De acordo com o vereador, a
permanência no movimento poderia gerar conflito com a orientação partidária.
Matheus Faustino também citou
a decisão do MBL de fechar questão para que seus candidatos disputem eleições
apenas pelo Partido Missão.
Segundo ele, diante dessa
definição, seria necessário deixar o União Brasil para seguir no movimento, o
que poderia resultar na perda do mandato na Câmara Municipal de Natal.
“Diante da possibilidade de
perder o mandato e de não disputar a eleição deste ano, escolhi manter meu
mandato”, afirmou o vereador na nota.
O parlamentar acrescentou que
pretende manter sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano,
com o objetivo de representar o Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados.
Em nota divulgada na
segunda-feira (10), o presidente estadual do União Brasil, ex-senador José
Agripino, informava que de acordo com o Estatuto partidário, a competência para
expedir carta de anuência de mandatários municipais é do órgão partidário estadual
ou, excepcionalmente, do órgão partidário nacional.
“Não houve e não haverá a expedição de carta de anuência para nenhum mandatário no âmbito do Rio Grande do Norte”, avisava.
A nota também dizia que a outorga de carta de anuência é, sob pena de nulidade,
sempre fruto de decisão colegiada da respectiva Comissão Executiva (Nacional ou
Regional), sendo necessário, para tanto, a convergência de 3/5 dos votos dos
seus membros.
Tribuna do Norte

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