Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O senador Rogério Marinho
(PL-RN) solicitou a investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a
megalicitação que contratou a empresa Provider para operar a Central de
Atendimento 135 do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em 13 Estados, a
partir de Caruaru (PE), por R$ 117,7 milhões até janeiro de 2027. O líder da
oposição no Senado aponta indícios de quebra de isonomia e de violação ao
sigilo competitivo do pregão eletrônico.
Segundo reportagem do jornal Estadão, o dono da Provider, João Luiz Dias Perez, acompanhou o pregão de dentro do Ministério da Previdência no dia 22 de junho de 2023. Registros de portaria mostram entrada às 10h14 e saída às 17h32, período que coincide com a sessão pública (10h–17h20). A agenda oficial registra reunião com o então secretário-executivo Wolney Queiroz, atual ministro da pasta, entre 12h e 13h. A fase de lances foi encerrada às 12h20 e, na sequência, houve negociações de preço. A Provider já prestava o serviço desde 2017, em contrato prorrogado por 15 aditivos, e voltou a vencer um dos dois lotes do certame.
O líder da oposição no Senado
sustenta que a presença do empresário no interior da pasta, durante o andamento
do certame, indica acesso privilegiado a informações e vantagem indevida, em
afronta aos princípios da isonomia, impessoalidade e moralidade. A peça destaca
que o pregão eletrônico exige anonimato dos licitantes na fase competitiva e
que a quebra desse ambiente pode ensejar nulidade do procedimento e
responsabilização pela Lei 14.133/2021, a Lei de Licitações.
Ao TCU, Rogério Marinho
solicita medida cautelar para suspender o contrato até a análise de mérito. Ele
também demanda: auditoria específica sobre o procedimento e a governança do
INSS; intimação dos gestores envolvidos; e verificação de conformidade com a
legislação de compras públicas quanto a sigilo, isonomia e impessoalidade.
Pede, ainda, a responsabilização de agentes e a anulação dos atos, se
confirmadas irregularidades.
“Enquanto o aposentado
enfrenta filas e humilhação, empresários circularam dentro do Ministério da
Previdência no dia do pregão milionário da Central 135. Isso não é
coincidência, é o retrato do aparelhamento do PT. O governo transforma
licitação pública em balcão de privilégios. Por isso, acionamos o TCU para
investigar esse escândalo, barrar a megalicitação e defender o dinheiro do povo
brasileiro!”, destaca o senador Rogério Marinho.

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