terça-feira, 11 de novembro de 2025

Indústria do RN tem segundo melhor desempenho do Brasil em setembro, aponta IBGE

Foto: José Paulo Lacerda/CNI

A produção industrial do Rio Grande do Norte registrou crescimento de 19% em setembro de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado é o melhor do ano para o estado e o segundo maior do Brasil no período, ficando atrás apenas do Espírito Santo (19,2%). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O destaque do mês foi o setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios, que apresentou uma alta expressiva de 133,8%. De acordo com o analista do IBGE, Bernardo de Almeida, o desempenho é resultado da baixa base de comparação e do aumento na produção de peças como bermudas, shorts, jardineiras e calças masculinas.

“A variação de 133,8% no setor de vestuário do Rio Grande do Norte é bastante expressiva devido à base de comparação mais baixa. Houve grande aumento de produção de bermudas, jardineiras, shorts, calças e semelhantes de uso masculino”, explica o pesquisador.

Foto: IBGEFoto: IBGE

Outros segmentos que contribuíram para o avanço foram a fabricação de produtos alimentícios (+10,2%) e a produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+6,9%). Por outro lado, as indústrias extrativistas foram o único grupo com retração no período, com queda de 1,5%.

Desempenho no acumulado do ano

No acumulado de 2025, o setor industrial potiguar apresentou resultados mistos. A confecção de vestuário cresceu 31,2%, a fabricação de produtos alimentícios avançou 5,6% e as indústrias extrativistas registraram alta de 14,1%. Porém, a produção de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 23,4%.

Com os resultados combinados, o indicador geral da indústria do RN no acumulado do ano ficou negativo em 13,1%.

Considerando os últimos 12 meses, a pesquisa aponta crescimento de 14,3% na confecção de vestuário, de 7,4% na produção de alimentos e de 9,8% nas indústrias extrativistas. Já o setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis registrou queda de 17,4% no mesmo período.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional acompanha, desde a década de 1970, o desempenho das indústrias extrativas e de transformação no país. O levantamento contempla 17 estados que juntos representam, no mínimo, 0,5% do valor da transformação industrial nacional, além da Região Nordeste.

Tribuna do Norte

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