Além dos agentes territoriais,
selecionados pelos Institutos Federais de Educação (IFs) de 23 estados e
do Distrito Federal, o evento trará gestores públicos, representantes da
sociedade civil e servidores do Ministério da Cultura que atuam em cada uma das
unidades federativas.
Segundo o Ministério da
Cultura (MinC), o objetivo do encontro é possibilitar a troca de experiências
entre os participantes e a avaliação do programa nacional criado para ampliar o
acesso da população às políticas públicas de cultura e permitir o planejamento
das próximas ações.
“Vêm os representantes de todo
o Brasil. A galera que está aí, fazendo acontecer, levando e trazendo notícia
das políticas culturais; fazendo chegar nas pontas”, disse a ministra da
Cultura, Margareth Menezes, em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Representante LGBTQIA+ e
integrante do Distrito Drag, Ruth Venceremos participou de umas das oficinas e
destacou a importância de o evento mostrar a diversidade cultural do país. “O
diferencial do evento é que nele a gente discute cultura de forma articulada
com outros temas que são importantes e caros para a sociedade, como é o caso do
debate sobre a democracia. Não tem como a gente pensar em uma sociedade
democrática se a gente não entender que a cultura é parte dessa
construção", afirmou.
Instituído em setembro de
2023, por meio da Portaria MinC nº 64, o PNCC é pautado pela valorização e
promoção da diversidade cultural, étnico-racial e regional, entre outros
princípios, como o fortalecimento das diferentes identidades culturais e da
participação e educação popular como método de implementação das políticas
socioculturais e do Sistema Nacional de Cultura.
O PNCC está estruturado em
duas estratégias: os Comitês de Cultura e os Agentes Territoriais de Cultura.
Instalados em 23 estados e no Distrito Federal, os comitês buscam fortalecer a
participação social, criando redes de agentes coletivos e instituições
dedicadas a ações socioculturais.
Já os agentes são pessoas
físicas com representatividade social e cultural, espalhadas por todo o Brasil
e selecionados por meio de editais públicos com a tarefa de mapear iniciativas
regionais, mobilizar comunidades e ampliar a comunicação entre sociedade e
poder público.
De acordo com o Minc, dos 601
agentes culturais esperados no encontro em Brasília, 203 vêm da Região Sudeste;
175, do Nordeste; 103, do Sul; 64, do Norte e 56 do Centro-Oeste.
Comunicadores
Neste sábado (15), também em
Brasília, foi realizado o Encontro de Comunicadores Populares, em parceria com
o Laboratório Digital da Universidade Federal do Paraná.
O encontro buscou fortalecer a
chamada Rede Nacional de Comunicadores Populares – iniciativa que busca ampliar
a comunicação comunitária e dar mais visibilidade às ações culturais
desenvolvidas nos territórios onde os comunicadores atuam.
Em nota, o
secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou o diferencial da rede.
“Nosso desafio é transformar nossas iniciativas em histórias que tenham
significado concreto para as pessoas. Quando a gente fala que está fazendo o
maior investimento em cultura da história do Brasil, o que isso significa de
concreto? Significa que, pela primeira vez, temos um cinema numa aldeia
indígena; uma cidade pequena que nunca tinha tido acesso a teatro está
garantindo isso para suas crianças, adolescentes e pais", disse.
“O conhecimento técnico, muita
gente ensina, tem milhares de faculdades que ensinam. Mas, esse conhecimento
territorial ninguém ensina, só quem nasce nele tem. E a gente vive num país de
extensão continental, em que cada lugar tem seu jeito de fazer as coisas”,
afirmou a chefe da Assessoria Especial de Comunicação (Ascom) do MinC,
Gabriella Gualberto.
Agência Brasil

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