Ao Estadão, Marques afirmou
que o carro é de um cliente, que desconhecia as pendências do veículo e que
dirigia apenas até um posto de gasolina vizinho. Também alegou que somente
tentou colocar o emplacamento do automóvel com a anuência dos policiais. “Não
nego, o policial até me ajudou a colocar a placa”, declarou.
Segundo ele, a Lamborghini era
um dos cerca de 40 veículos que mantém como “showroom” em sua garagem. Dessa
forma, defende que não teria como saber a situação de todos, que pertencem a
clientes de serviços de customização. “Todos os nossos carros ficam em
exposição. Saí e nem me atentei (que estava sem placa)”, alegou.
Vindo de uma família de
pilotos – filho de Paulo de Tarso e irmão do também piloto Thiago Marques -,
ele disputou a Fórmula 1 pela Minardi entre 1996 e 2001, sendo companheiro de
equipe do espanhol Fernando Alonso no último ano. Ele também participou da Fórmula
Indy e da Stock Car.
O paranaense Tarso Marques foi
ainda apresentador durante cinco anos do quadro Lata Velha, do Caldeirão do
Huck, da TV Globo. Também costuma fazer participações na imprensa como
comentarista de competições de automobilismo.
O ex-piloto é fundador da
empresa Tarso Marques Concept (TMC), com trabalho de customização de
automóveis, trabalho que compartilhava pelas redes sociais.
Como foi a prisão?
Marques foi preso enquanto
conduzia uma Lamborghini Gallardo vermelha, sem placa, na altura da Ponte
Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, por volta das 3 da manhã deste
domingo, 31. O ex-piloto estava acompanhado de duas mulheres.
Os policiais o abordaram
porque o automóvel estava sem placas. A justificativa dada por Marques foi de
que era um carro de exposição. Os PMs apontaram que a explicação não fazia
sentido e insistiram para ver as placas.
Depois de apresentada a
identificação, foi possível verificar que o veículo tinha queixa de apropriação
indébita, restrições judiciais e licenciamento em atraso desde 2013, além de
aproximadamente R$ 1,3 milhão em débitos de IPVA e autuações.
Diante disso, ele foi preso em
flagrante por receptação e adulteração do sinal identificador do automóvel
(artigos 311 e 180 do Código Penal). Na audiência de custódia, ele foi liberado
após o pagamento de fiança de R$ 22 mil.
O automóvel estava em nome de
empresa condenada por práticas ilegais, incluindo pirâmide financeira. Antes da
abordagem, o ex-piloto tentou, ainda, recolocar as placas ao perceber a
fiscalização, conforme a PM.
O preço do veículo, de 2013,
supera R$ 1 milhão. (COLABOROU PRISCILA MENGUE)

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