Segundo a Polícia, a
organização possuía estrutura técnica e compartimentada, com atuação em todo o
país. O grupo era especializado em invasão de sistemas, estelionato eletrônico
e falsificação de documentos. Entre os dados obtidos ilegalmente estavam registros
de trânsito e informações estratégicas de órgãos de segurança.
O suspeito detido no Rio
Grande do Norte exercia um papel estratégico no esquema. Ele criou uma
plataforma de “puxadas” (consultas ilegais de dados) usada para atrair outros
criminosos e comercializar informações sigilosas. Essas informações eram então
utilizadas por fraudadores para aplicar golpes em diferentes estados.
Além da prisão em Extremoz, a
operação resultou em mais duas detenções: um homem em Pernambuco, identificado
como a “fonte” dos dados, responsável por invadir os sistemas e repassar
informações, e outro investigado em São Paulo, que atuava diretamente na
execução de fraudes contra médicos gaúchos, já investigadas nas fases
anteriores da operação.
Com essa etapa, a Polícia
Civil conseguiu mapear toda a cadeia criminosa: desde a invasão inicial dos
sistemas, passando pelos intermediários responsáveis pela distribuição dos
dados, até os fraudadores que aplicavam os golpes.
A “Operação Medici Umbra 3 – A Fonte” cumpriu mandados nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo, mobilizando mais de 50 policiais civis. A ação contou com o apoio das Polícias Civis do RN, de Pernambuco e de São Paulo, reforçando a integração no combate a crimes cibernéticos de alta complexidade.
Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário