A canonização, realizada na Praça São Pedro, no Vaticano, atraiu milhares de fiéis, sobretudo jovens, e contou com a presença da família do novo santo — mãe, pai e irmãos gêmeos. Inicialmente marcada para 27 de abril, a solenidade havia sido adiada por causa da morte do papa Francisco, que foi um dos principais incentivadores do processo de santidade de Acutis.
Nascido em Londres em 1991 e
criado em Milão, Carlo Acutis se destacou desde cedo pelo fervor religioso e
pela habilidade de usar a tecnologia para evangelizar. Ainda adolescente,
aproveitou a presença digital para divulgar milagres e incentivar a prática da
fé.
Beatificado em 2020, ele
ganhou fama como um símbolo moderno para a juventude católica: um garoto comum,
que usava jeans, tênis e moletom, mas que encontrou na internet uma forma de
falar de religião. O túmulo dele em Assis, na Itália, tornou-se local de
peregrinação.
No mesmo dia, o papa Leão XIV
também canonizou Pier Giorgio Frassati (1901-1925), jovem estudante italiano
lembrado pelo amor ao alpinismo, pelo compromisso social e pela intensa vida
espiritual. Morto aos 24 anos em decorrência de poliomielite, Frassati já era
considerado um modelo de fé e dedicação aos pobres.
Os milagres atribuídos a Carlo
A canonização só foi possível
após o reconhecimento de dois milagres. O primeiro aconteceu em Campo Grande
(MS), em 2010. O menino Matheus Lins Vianna, então com 6 anos, foi
diagnosticado com pâncreas anular, uma grave malformação congênita. Após
intensas orações da família e o contato com uma relíquia de Acutis, o menino
foi curado de forma considerada inexplicável.
O segundo milagre, reconhecido
recentemente, foi a cura de uma estudante costa-riquenha gravemente ferida em
um acidente, o que abriu caminho para sua canonização.
Tribuna do Norte
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