Foto: arquivo TN
A economia do Rio Grande do
Norte sempre se construiu em ciclos, que alternaram períodos de auge e de
crise, mas que, em conjunto, moldaram a identidade produtiva do estado. Ao
longo dos últimos 75 anos, a Tribuna
do Norte acompanhou cada etapa desse processo, registrando em suas
páginas a chegada de novas atividades, os impactos sociais e as transformações
que marcaram a vida dos potiguares.
Este fascículo é um
retrato desses caminhos da prosperidade. Do algodão que
fez nascer uma indústria têxtil vigorosa em João Câmara à força da cana-de-açúcar no
litoral; do sal que colocou Mossoró e Areia Branca no mapa internacional ao
petróleo que trouxe a Petrobras para
a Bacia Potiguar; da carnaúba,
a “palmeira
milagrosa”, ao brilho da scheelita que
transformou Currais
Novos em referência mundial; de cada ciclo restou não apenas riqueza,
mas também aprendizado.
A cobertura da Tribuna do
Norte mostra como esses ciclos se conectaram ao desenvolvimento social, à
modernização da infraestrutura e à geração de empregos. Em paralelo, o jornal
destacou os empreendedores que souberam resistir às crises e as empresas que
sobreviveram às mudanças de mercado, consolidando sua presença na economia
potiguar.
Hoje, um novo ciclo desponta
com as energias
renováveis. A força dos ventos, do sol e a promessa do hidrogênio
verde colocam o Rio
Grande do Norte na vanguarda da transição energética mundial,
reafirmando sua vocação de transformar recursos naturais em desenvolvimento
sustentável.
Assim, este fascículo não é
apenas memória, mas também uma reflexão sobre o futuro. O RN segue em
movimento, reinventando-se a cada ciclo econômico, e a Tribuna do Norte
permanece como testemunha e protagonista dessa história.
Você sabia?
A agropecuária
do RN passou por profundas transformações ao longo dos anos, evoluindo
de uma economia rural centrada na agricultura
familiar para um setor diversificado que hoje abraça desde a
moderna pecuária
leiteira – chegando a fazer uma média de 500 mil litros por dia – até
a caprinovinocultura, no Semiárido.
Com venda a de melões, melancias e pescados para outros países, o agronegócio é
responsável mais de um terço das exportações do RN.
Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário