De acordo com a empresa,
vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos (MPOR), todo o valor investido
é proveniente de recursos próprios da Infraero. Além de ampliar a capacidade de
passageiros, as obras têm como objetivo permitir o uso de aeronaves amplamente
utilizadas no mercado da aviação.
“Desde o início das obras, a
Infraero vem preparando o aeroporto de Mossoró para receber operações de
aeronaves como B737, A320 e E195, que são os equipamentos mais utilizados no
mercado da aviação brasileira e comportam entre 118 e 189 passageiros. Há constante
diálogo com as empresas aéreas no sentido de atrair voos e retomar as operações
que já existiram no aeroporto”, afirmou a estatal.
A Infraero não informou o
percentual exato de execução de cada serviço no terminal, mas listou as obras
concluídas ou em andamento:
Reforço e recuperação da pista
de pouso e decolagem, do pátio de aviação geral e das taxiways;
Construção de via de inspeção
perimetral e muro;
Modernização dos auxílios
luminosos da pista de pouso e decolagem;
Instalação de PAPI (Sistema
Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão) em ambas as cabeceiras;
Instalação de cercas metálicas
(segunda etapa das obras de segurança patrimonial);
Reforma e ampliação do
Terminal de Passageiros.
Embora tenha sido necessário
aguardar a aprovação do Orçamento Geral da União no primeiro semestre de 2025,
ocorrida em maio, a empresa assegura que os trabalhos seguem em ritmo normal.
“Os investimentos programados para o Aeroporto de Mossoró visam prepará-lo e
qualificá-lo para operações regulares de aeronaves do porte do B737-800, diurno
e noturno, garantindo as condições necessárias de segurança operacional nos
pousos e decolagens”, complementa.
A Infraero ressalta ainda que
as melhorias devem elevar o nível de conforto, segurança e eficiência
operacional no embarque e desembarque, além da permanência e circulação de
passageiros, tripulantes e demais usuários que transitam pelo aeroporto.
Saída da Azul de Mossoró
Na última segunda-feira,
a companhia aérea Azul publicou um comunicado informando sobre o fim das
operações da empresa em Mossoró. Apesar da oficialização, a informação já havia
sido antecipada em janeiro deste ano pela companhia e pela Secretaria de
Turismo do Estado (Setur/RN). Em resposta à TRIBUNA DO NORTE nessa terça-feira
(12), a Setur/RN destacou que desde o início do ano os voos estão suspensos,
mas reuniões estão sendo realizadas junto à empresa aérea para abordar a
conectividade do Estado.
Além da cidade potiguar, a
Azul informou que outros 13 municípios brasileiros deixarão de receber voos da
companhia. De acordo com a empresa, a decisão foi motivada por fatores que vão
desde o aumento nos custos operacionais da aviação até o atual processo de
recuperação judicial da companhia.
As cidades que não terão mais
voos da Azul são: Crateús, São Benedito, Sobral e Iguatu (CE); Campos (RJ);
Correia Pinto e Jaguaruna (SC); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde
(GO); Barreirinha (MA); Três Lagoas (MS) e Ponta Grossa (PR).
Em nota, a companhia informou
que, desde julho, está racionalizando as rotas operadas atualmente. “Os ajustes
levam em consideração, ainda, uma série de fatores que vão desde o aumento nos
custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de
suprimentos e a alta do dólar, até questões de disponibilidade de frota, bem
como o seu atual processo de reestruturação”.
Em janeiro deste ano,
quando se posicionou sobre fim das operações, a Setur/RN afirmou que a
saída da Azul do aeroporto de Mossoró não é definitiva e faz parte de uma ação
estratégica da companhia. A pasta destacou ainda que, além da busca por otimização
de suas operações, a decisão teria sido influenciada pela falta de peças para
manutenção de aeronaves, especialmente dos modelos ATR que operam no aeroporto
de Mossoró.
Nesta terça-feira (12), em
resposta à Tribuna do Norte, a Setur/RN afirmou que mantém reuniões com a Azul
para discutir pautas ligadas à conectividade área do Rio Grande do Norte. Em
fevereiro deste ano, por exemplo, a governadora Fátima Bezerra participou de
uma reunião com representantes da Azul Linhas Aéreas para tratar da melhoria da
malha aérea para este ano e a manutenção da rota Mossoró/Recife.
Na oportunidade, o CEO da
empresa, John Rodgerson, garantiu que a suspensão do voo entre Recife e Mossoró
seria temporária. A reportagem da Tribuna do Norte procurou a Azul para
confirmar se ainda há possibilidade de reversão da decisão sobre a suspensão
dos voos, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço
segue aberto.
De acordo com a Setur/RN, uma
nova reunião está marcada entre representantes da companhia e o Governo do
Estado para a próxima quarta-feira (20). Questionada sobre as obras no
aeroporto de Mossoró, que deverão permitir a operação de aeronaves de maior
porte, a pasta destacou que os serviços estão em andamento, mas que os detalhes
sobre os percentuais de execução estão a cargo da Infraero, responsável pela
gestão do aeroporto.
Recuperação judicial
A Azul está em processo de
recuperação judicial nos Estados Unidos desde 28 de maio deste ano.
A companhia firmou acordos de
reorganização financeira com alguns parceiros considerados “chave” pela
companhia aérea. A medida visa obter US$ 950 milhões em investimentos. A
reestruturação da empresa, que inclui parceria com as companhias aéreas norte-americanas
United e American Airlines, está estimada em cerca de US$ 1,6 bilhão.
Os acordos de reorganização
incluem também credores, um arrendador de aeronaves, entre outros parceiros
considerados estratégicos. A Azul informa que suas operações e vendas seguem
normalmente, e que todos bilhetes, benefícios e pontos do Azul Fidelidade serão
mantidos.
Tribuna do Norte

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