Segundo o secretário-executivo
do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, a equipe econômica estima R$
11,5 bilhões em emendas de comissão, com o valor chegando R$ 12,1 bilhões com
correção pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA).
Segundo Guimarães, o governo
optou por não incluir a estimativa com as emendas de comissão no projeto
enviado ao Congresso porque a legislação permite que o governo decida se deixa
o valor reservado no projeto de lei ou aguarda o fim da tramitação do Orçamento.
Para destinar o valor às emendas de comissão, no entanto, o governo precisa
cortar outras despesas.
A primeira versão do Orçamento
de 2025 previa R$ 38,9 bilhões para as emendas impositivas, cuja execução é
obrigatória. Com a inclusão das emendas de comissão, o valor final
aprovado pelo Congresso chegou a R$ 50,4 bilhões.
Pelo acordo entre Executivo e
Congresso, mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e formalizado em lei
complementar, as emendas de comissão têm limite de até R$ 11,5 bilhões em 2025,
valor que deve ser corrigido pela inflação nos anos seguintes. Esses recursos,
no entanto, não foram incluídos no projeto de lei do Orçamento e só poderão ser
viabilizados por meio de cortes em outras despesas.
O governo estuda, para o
próximo ano, usar uma folga de R$ 13,4 bilhões no teto de gastos de 2026 para
acomodar parte dessas emendas, caso seja aprovada a nova proposta de emenda à
Constituição dos precatórios, que flexibiliza o pagamento de dívidas judiciais
e amplia a margem orçamentária.
A proposta orçamentária também
prevê R$ 1 bilhão para o financiamento de campanhas eleitorais.

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