Em manifestação enviada ao
ministro Alexandre de Moraes, os advogados alegaram que não houve violação das
restrições impostas ao ex-presidente e classificaram como “vazios de indícios”
os apontamentos da Polícia Federal (PF). Segundo a defesa, Bolsonaro vem
cumprindo todas as medidas cautelares determinadas pela Corte nos últimos 18
meses.
O posicionamento ocorreu após
Moraes fixar prazo de 48 horas para que o ex-presidente se explicasse sobre
três pontos levantados pela PF: eventual descumprimento das cautelares, suposto
planejamento de fuga e possível repetição de condutas ilícitas.
Entre os elementos analisados
pela Polícia Federal está um rascunho de pedido de asilo político à Argentina,
encontrado no celular de Bolsonaro. O documento, datado de fevereiro de 2024,
foi interpretado pelos investigadores como indício de intenção de deixar o país
para evitar uma eventual prisão. A defesa, no entanto, afirma que o arquivo não
passou de uma sugestão recebida e que nunca houve tentativa de concretizar a
ideia.
Bolsonaro e o deputado Eduardo
Bolsonaro (PL-SP) foram indiciados pela PF sob a acusação de tentar interferir
nas investigações relacionadas ao caso. Relatórios da corporação apontam trocas
de mensagens entre pai e filho, além de conversas com o pastor Silas Malafaia,
que teriam como objetivo pressionar ministros do STF e parlamentares. Eduardo,
que se encontra nos Estados Unidos, criticou o indiciamento em publicações nas
redes sociais.
O julgamento da ação penal que
trata da tentativa de golpe de Estado está marcado para 2 de setembro no
Supremo. Além de Bolsonaro, outros aliados também são réus pelos crimes de
organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático
de Direito e golpe de Estado.
Tribuna do Norte

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