Cohen é apontado como
responsável por reunir provas e conduzir investigações que revelaram o alcance
do esquema de filiações forjadas e cobranças ilegais sobre benefícios do
INSS.
Em sua atuação, o advogado reuniu documentos, registros eletrônicos e
comunicações empresariais que indicam o uso irregular de dados pessoais de
segurados e a participação de entidades e empresas privadas no esquema.
A decisão de ouvi-lo foi respaldada por três determinações de convocações: do
deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI, e dos senadores Rogerio
Marinho (PL-RN) e Fabiano Contarato (PT-ES), nos requerimentos 826, 811 e 883,
respectivamente.
Os parlamentares ressaltaram a relevância do depoimento para detalhar a origem
e a autenticidade das provas apresentadas, o modo de operação das entidades
envolvidas e eventuais conexões com agentes públicos.
STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve liberar acesso
a investigações sobre fraudes no INSS à Comissão Parlamentar que investiga o
caso no Congresso. A informação foi divulgada pelos presidente e relator da CPI
do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) e deputado Alfredo Gaspar (União
Brasil-AL).
Segundo os parlamentares, a CPI poderá receber do STF as investigações que não
forem sigilosas e que não estejam ainda sob investigação da Polícia Federal. A
ideia, segundo Viana, é tornar pública todas essas informações recebidas do STF
em até dois meses.
“O ministro colocou com muita tranquilidade que o STF poderá colaborar naqueles
documentos que não forem sigilosos (…) Está sob a responsabilidade dele uma
investigação técnica, e naquilo que for possível, haverá compartilhamento”,
afirmou Viana.
Na segunda (25/8), o ministro Dias Toffoli perdeu o controle da investigação
sobre as fraudes no INSS no STF. Mendonça se tornou o responsável.
Tribuna do Norte

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