As análises do ITpS consideram a positividade de exames para a infecção – uma taxa que relaciona o número de exames feitos ao de resultados positivos. Os dados são de laboratórios parceiros – Dasa, DB Molecular, Fleury, Hermes Pardini, Hilab, HLAGyn, Hospital Israelita Albert Einstein, Sabin e Target.
Nas últimas quatro semanas, em
especial, o Instituto percebeu que a positividade de testes para covid aumentou
de 5% para 13%.
O aumento foi visto em todas
as faixas etárias, mas foi maior na de 30 a 59 anos.
Na última semana, o Distrito
Federal apresentou a maior taxa de testes positivos (19%), seguido do Rio de
Janeiro (18%) e de São Paulo (18%).
Em contrapartida, diz o
boletim de monitoramento, os demais vírus respiratórios seguem com positividade
igual ou abaixo de 5%. Com isso, o Sars-CoV-2 é o vírus respiratório de maior
circulação.
O infectologista Marcelo
Otsuka, presidente do departamento de Infectologia da Sociedade de Pediatria de
São Paulo e do Comitê Materno-Infantil da Sociedade Brasileira de Infectologia
(SBI), que não está envolvido com o ITpS, comenta, que, de fato, é possível
notar um aumento de casos de covid nos consultórios.
“Quando olhamos para os
gráficos, desde o início da pandemia, percebemos que nesta época do ano costuma
haver um certo aumento de casos, assim como ocorre em janeiro e dezembro.”
Ele diz que, tradicionalmente,
esses meses não são os de maior incidência das infecções virais e dos quadros
respiratórios. “A sazonalidade do covid ainda não está estabelecida, mas parece
que é um pouco diferente da de outros vírus, como o VSR e o influenza”,
continua.
Diante da alta de casos, o
médico destaca que a melhor forma de se proteger contra a doença é estar com a
vacinação em dia.
Além disso, ele aponta que
indivíduos com sintomas respiratórios devem fazer o teste e evitar o contato
com outras pessoas, sobretudo de grupos de risco – como crianças muito
pequenas, imunodeprimidos e idosos. O uso de máscara é recomendado nesse caso.
Nova variante
Na metade de julho, o
Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) confirmou a circulação de uma nova
variante, a XFG, no Rio de Janeiro. Ela já havia sido detectada em São Paulo,
Ceará e Santa Catarina.
Identificada no Sudeste
Asiático, a linhagem tem se espalhado rapidamente em vários países. Ela foi
classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variante sob
monitoramento” no final de junho.
Na visão de Otsuka, ainda
faltam dados para relacioná-la à atual alta de casos no País.
Estadão Conteúdo

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