Segundo a defesa, o médico
responsável solicitou nove procedimentos, entre eles exames de sangue e urina,
endoscopia e ultrassonografia de próstata. A previsão é de que as avaliações
durem entre seis e oito horas.
Em petição enviada ao STF, os
advogados informaram que os exames foram pedidos para acompanhamento de
tratamento em curso e para investigar sintomas de refluxo, crises de soluço
persistentes e episódios de falta de ar.
Bolsonaro tem relatado piora
do quadro clínico nos últimos dias. Aliados e familiares apontam que ele voltou
a apresentar crises frequentes de soluços e dificuldades respiratórias,
atribuídas a uma esofagite decorrente de cirurgia abdominal feita em abril. Um
dos médicos relatou que, na última quarta-feira, o ex-presidente chegou a ter
dificuldade para completar frases. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho
mais velho, afirmou que a situação se agravou desde o início do cumprimento da
prisão domiciliar.
Além de questões médicas,
pessoas próximas relatam alterações no humor do ex-presidente. Na semana
passada, Bolsonaro teria apresentado episódios de choro ao comentar a restrição
de contato com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos e
também é alvo de investigação da Polícia Federal.
Nesse período, Bolsonaro
recebeu visitas de parlamentares aliados e do empresário Renato Araújo, além da
vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A ex-primeira-dama Michelle
Bolsonaro tem assumido papel de interlocução política dentro do PL, diante das
restrições impostas ao marido, e se reúne diariamente com dirigentes na sede do
partido.
Na próxima semana, o
ex-presidente deve receber visitas de dirigentes do PL autorizadas por Moraes,
entre eles o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, o vice-presidente da
Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), e o secretário-geral do partido, senador
Rogério Marinho (PL-RN).
Tribuna do Norte

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