“A Associação Brasileira de
Cafés Especiais (BSCA) entende que se tratam de medidas importantes, no
curtíssimo prazo, as quais darão um direcionamento para o segmento no
enfrentamento da crise”, disse a entidade no comunicado divulgado ontem.
“As medidas anunciadas
permitirão, ainda no curto prazo, que o setor dos cafés especiais do Brasil
ganhe um fôlego pontual, assim como o próprio governo federal, para manter suas
negociações, alinhando posicionamentos internamente e reforçando a sinergia com
as entidades pares do setor privado do café nos EUA, de forma que seja
alcançada uma solução definitiva e positiva nessa relação bilateral sobre o
café”, segue o comunicado.
A BSCA explicou que os
Estados Unidos são os principais parceiros comerciais de cafés especiais, com
importações pelo país norte-americano que somam mais de 2 milhões de sacas do
produto por ano. O que representa uma receita superior a US$ 550 milhões ao ano.
A entidade diz ainda que a
melhor solução para o problema seria a inclusão do café na lista de produtos
isentos do tarifaço.
“Ao tempo que reforçamos a
importância das medidas apresentadas para que o setor ganhe fôlego e consiga,
junto ao governo, manter as negociações para que encontre uma solução, através
do diálogo, para o restabelecimento do fluxo de comércio em condições justas
entre Brasil e EUA”.O Plano Brasil Soberano traz uma série de medidas de apoio
para empresas prejudicadas pelo tarifaço dos Estados Unidos, com a criação de
linha de crédito com taxas mais acessíveis, adiamento de tributos federais por
dois meses e a reativação do Reintegra, mecanismo para ressarcir como crédito
tributário empresas por tributos ao longo da cadeia produtiva.
Agência Brasil

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