“No acumulado de janeiro a
maio de 2025, a indústria gerou um total de 15.568 contratações e 13.325
demissões, totalizando um saldo positivo de 2.243 novas vagas”, disse o
presidente da Fiern, Roberto Serquiz. Ele aponta também que o setor de águas e
esgotos apresentou saldo de 2.725 vagas no ano, enquanto as indústrias
extrativas criaram 38 empregos, com destaque para o petróleo e gás natural. “Já
as Indústrias de Transformação (-516) e Eletricidade e Gás (-4) apresentam
variações negativas ao longo do ano”, comenta.
A construção civil apresentou saldo modesto em maio, com apenas 65 novas vagas,
contra 695 empregos criados em maio de 2024. No acumulado do ano, contudo, soma
2.626 empregos formais. “Isso traz um panorama, uma tendência para 2025,
consolidada, liderada pela construção civil, que passa por uma revitalização
com a recente revisão do Plano Diretor”, diz Serquiz.
Na agropecuária, o saldo de maio foi positivo, com 356 novas vagas, acima dos
42 empregos criados no mesmo mês de 2024. Porém, no acumulado do ano, o setor
apresenta saldo negativo de -4.040 empregos. A Federação da Agricultura do RN
(Faern) avaliou que o comportamento segue padrão sazonal. “Trata-se de um
comportamento cíclico, vinculado à sazonalidade da agropecuária, influenciada
pelo calendário da safra. Os picos de contratação ocorrem em momentos
específicos”, diz José Vieira, presidente da instituição.
A Faern destacou ainda que as contratações devem ganhar força a partir de
agosto, puxadas pela fruticultura e que devem superar 2024. “Já havíamos nos
posicionado pelo crescimento da safra neste ano. As expectativas de contratação
também devem superar os números de 2024”, afirma.
O setor de serviços, maior empregador do RN, apresentou retração expressiva em
maio, com um saldo de -1.524 empregos, um contraste com maio de 2024, quando o
setor criou 1.521 postos formais. “A reversão é explicada quase exclusivamente
pelo recuo no segmento de seleção, agenciamento e locação de mão de obra, que
cortou 2.666 postos em maio. Esse comportamento revela a volatilidade do
emprego temporário no RN, particularmente ligado a contratos de terceirização
em setores como limpeza urbana, segurança e logística”, explicou o presidente
da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz.
Por sua vez, o setor do comércio criou 349 vagas em maio, acima das 64 geradas
no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, soma saldo positivo de 596
empregos.
Apesar das 2.220 vagas de trabalho formal criadas no RN, segundo o Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), o saldo foi menor do que o de
maio de 2024 (2.888). No total, o RN aumentou o estoque de empregos para
541.429, crescimento de 0,41% em relação abril (539.209).
Estímulo à economia
Para o novo secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), Alan
Silveira, o saldo positivo de maio reflete o esforço do governo, por meio de
programas, ações e incentivos às empresas, indústrias e ao setor agropecuário.
“A tendência é que esse número continue crescendo. Destaco o Proedi, nosso
programa de estímulo industrial, que hoje beneficia 309 empresas, impactando
diretamente na geração de empregos”, avalia.
Segundo ele, o Proedi gera 54.712 empregos diretos e terceirizados no RN, sendo
30.566 diretos e 24.146 terceirizados. O secretário destacou ainda que Natal
ampliou sua participação para 23,41% dos empregos gerados, enquanto Mossoró
subiu de 12,43% para 13,27%. “Os dados mostram que ainda há concentração na
mesorregião do Leste Potiguar, mas outras regiões vêm crescendo, como o Oeste
e, mais recentemente, o Agreste”, afirma Silveira.
Tribuna do Norte

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