O levantamento foi feito com
base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) Anual.
Apesar de o número de crianças e adolescentes sem acesso à água ter diminuído
31,5% no período, cerca de 1,5 milhão no país ainda vivem em situação mais
extrema, morando em residências sem água canalizada.
De acordo com o Unicef, 1,2
milhão conseguem acessar água canalizada apenas no terreno ou na área externa
da residência.
Nas áreas urbanas, cerca de
2,4% das crianças e adolescente brasileiros sofrem sem acesso adequado à água.
Já nas áreas rurais esse número cresce para 21,2%.
De acordo com o estudo,
o Acre é o estado em situação extrema, onde 12,7% das crianças e
adolescentes vivem em locais sem acesso à água canalizada. Em seguida, vem a
Paraíba, onde 12,2% vivem na mesma situação; o Amazonas, que possui 11,3% das
crianças e adolescentes sem acesso à água canalizada. O Pará, com 9,8% e
Alagoas com 9,1% completa a lista dos cinco estados em situação mais
crítica.
Crianças e adolescentes
brasileiros vivem privadas de níveis adequado de acesso ao saneamento básico.
Foto: Agência Brasil/EBC
O Unicef aponta ainda que 19,6
milhões de crianças e adolescentes brasileiros vivem privadas de níveis
adequado de acesso ao saneamento básico, o que representa 38% do total desse
público no país.
Nas áreas urbanas o percentual
de crianças e adolescentes sem acesso ao saneamento básico ficou em 28%,
enquanto que nas áreas rurais subiu para 92%.
O Acre novamente foi
apontado como o estado com situação mais preocupante. Lá 31,5 % vivem em
moradias sem acesso ao saneamento básico. Depois vem o Amazonas, onde 23,5% das
crianças e adolescentes estão na mesma situação. O Maranhão aparece na terceira
posição, com 19,8%; o Para, com 16,9% vem em quarto e o Piauí, com 13,7 %
completa o quinto lugar dos estados com situação extrema de falta de acesso ao
saneamento básico.
“As análises regionais revelam
desigualdades persistentes, com estados das regiões Norte e Nordeste
apresentando as maiores taxas de privação. Em alguns desses estados, mais de
80% das crianças ainda vivem em condições de privação de direitos básicos, o que
destaca a necessidade de políticas específicas que abordem as peculiaridades e
os desafios dessas áreas”, diz o estudo.
O Unicef disse ainda que,
diante desse cenário, realizou ações que beneficiaram, em 2024, mais de 250 mil
pessoas em oito estados brasileiros, incluindo cerca de 75 mil crianças e
adolescentes.
As iniciativas foram voltadas
para escolas, unidades de saúde, comunidades indígenas, quilombolas e
ribeirinhas nos estados do Pará, Amazonas, Amapá, Bahia, Pernambuco, Maranhão,
Roraima e Rio Grande do Sul.
“Nosso trabalho é voltado para
fortalecer as políticas públicas de acesso a água e ao saneamento, para que
cada criança e adolescente no Brasil tenha esse direito garantido”, disse
Rodrigo Resende, Oficial de Água, Saneamento e Higiene do Unicef no Brasil.
Segundo Resende, sem água
potável e saneamento seguro, a saúde, a alimentação, a educação e outros
direitos das crianças ficam comprometidos.
"Por isso, o Unicef atua com foco nas comunidades mais vulnerabilidades e pôde alcançar tantas pessoas em 2024, em diferentes partes do país, com nossas estratégias..
Agência Brasil

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