A prisão foi realizada na
cidade de São Paulo com apoio da PCSP. De acordo com as investigações da
Polícia Civil, o suspeito acessava indevidamente processos judiciais no sistema
PJe, utilizando indevidamente um token profissional e, com base nas informações
sigilosas dos autos, entrava em contato com as vítimas através do WhatsApp. Na
ocasião, ele usava falsas identidades de defensores públicos do RN e
advogados para convencer as vítimas a realizarem as transferências bancárias,
alegando liberação de valores judiciais.
Foi constatado também que, até
o momento, mais de 17 vítimas já foram identificadas, com prejuízos financeiros
e abalos emocionais decorrentes do golpe. Os acessos indevidos foram
identificados pela Polícia Civil e vinculados a um único cadastro profissional.
A Polícia Civil conseguiu identificar que o criminoso, que ainda estava em
contato com algumas vítimas, estava na cidade de São Paulo. A partir disso,
contactou o Setor de Investigações Gerais da Delegacia Seccional de Polícia de
Mogi das Cruzes – PCSP, conseguiu realizar a prisão em flagrante.
Durante a diligência, o
suspeito foi surpreendido em posse de diversos aparelhos celulares, notebook e
chips de linhas telefônicas, uma balaclava, porções de drogas e uma balança de
precisão. Além dos dispositivos utilizados nas fraudes, o investigado também
portava uma submetralhadora, razão pela qual ele foi autuado em flagrante pela
suspeita da prática dos crimes de receptação, tráfico de drogas e posse
irregular de arma de fogo.
Foi constatado também que
contra o homem havia um mandado de prisão decorrente de uma sentença penal
condenatória pela prática do crime de roubo mediante o uso de arma de fogo. A
ação contou ainda com o apoio do Setor de Investigações Gerais da Delegacia
Seccional de Polícia de Mogi das Cruzes (PCSP).
O homem foi conduzido à
delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema
prisional, onde cumprirá uma pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão em
regime fechado.
Tribuna do Norte

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