A aprovação do Orçamento
encerra um impasse que durou cerca de três meses, já que a medida deveria ter
sido aprovada no fim do ano passado, mas foi postergada em meio a crise sobre a
liberação de emendas parlamentares e a votação do pacote fiscal que havia
dominado a agenda legislativa em dezembro.
Agora, o texto da Lei
Orçamentária Anual segue para sanção presidencial. A norma prevê superávit
primário de R$ 15 bilhões nas contas públicas para este ano. Além disso, estão
previstos R$ 50,4 bilhões para emendas parlamentares.
Esse resultado, se confirmado,
cumpre a regra de meta fiscal primária zero, conforme determina o arcabouço
fiscal em vigor que limita as despesas da União. Os gastos primários são
aqueles que excluem o valor gasto com a dívida pública.
Ao todo, o substitutivo
do relator prevê R$ 5,8 trilhões em despesas para 2025, sendo R$ 1,6 trilhão
apenas para o refinanciamento da dívida pública, com pagamento de juros e
amortizações. Já a Seguridade Social deve custar R$ 1,8 trilhão, segundo o
relatório.
Outros 2,2 trilhões são para o
chamado orçamento fiscal, usado para financiar todos os poderes da República, o
que abrange os três poderes, seus fundos, órgãos, autarquias, inclusive as
fundações mantidas pelo Poder Público. Do total dos R$ 5,8 trilhões previstos
no relatório, R$ 166 bilhões são para investimentos, como compra de
equipamentos e obras.
Com relação aos programas do
governo, houve diminuição de recursos para o Bolsa Família, para R$ 160
bilhões (R$ 9 bilhões a menos que em 2024) e aumento para o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), que terá R$ 60 bilhões disponíveis (R$ 13,1
bilhões a mais.
Também foram assegurados
recursos para programas como o Vale-Gás (R$ 3,6 bilhões) e Farmácia Popular (R$
4,2 bilhões).
O governo fez um acordo com o
relator do Orçamento, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA) para
a inclusão do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC) na lei
orçamentária.
Pelo acordo, o Poder Executivo
se comprometeu a enviar novo projeto com verbas para financiar o programa que
paga uma mesada de R$ 200 a mais de 3,9 milhões de estudantes de baixa renda no
ensino médio, para que se mantenham na escola.
*Com informações da Agência Senado
Agência Brasil

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