A inadimplência apresentou uma retração ainda mais significativa. Enquanto em
fevereiro de 2024, 56,9% das famílias tinham contas em atraso, neste ano, o
índice caiu para 37,8%, representando uma diminuição de 19,1 pontos percentuais
e um universo de mais de 50 mil famílias que conseguiram equilibrar suas
finanças.
“Os dados da Peic de fevereiro mostram uma queda significativa na inadimplência, indicando que as famílias natalenses estão conseguindo gerenciar melhor suas dívidas. Esse é um sinal positivo para a economia, pois reflete um consumo mais equilibrado e um alívio para o comércio”, afirma o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.
Conforme análise do Instituto Fecomércio RN (IFC), a queda no endividamento e
na inadimplência pode estar associada a fatores como maior controle
orçamentário das famílias, renegociação de dívidas e programas de educação
financeira. Além disso, a recuperação do mercado de trabalho e a redução da
inflação contribuíram para esse cenário mais favorável.
O comportamento do endividamento no Rio Grande do Norte segue uma tendência
observada em estados vizinhos. No Ceará, por exemplo, os índices continuam
elevados, com 89,4% das famílias endividadas em dezembro de 2024. Pernambuco e
Paraíba apresentaram patamares inferiores, mas ainda altos, variando entre
81,5% e 87%.
Para os próximos meses, espera-se que o nível de endividamento e inadimplência
se mantenha estável ou apresente uma leve redução, dependendo de fatores como
crescimento econômico, controle da inflação e novos incentivos à renegociação
de débitos.
No cenário nacional, o percentual de famílias em inadimplência recuou pelo
terceiro mês seguido em fevereiro, segundo a Pesquisa de Endividamento e
Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada na segunda-feira (10) pela CNC.
Mesmo assim, o estudo indica que o endividamento voltou a crescer após duas
quedas consecutivas, o que pode indicar que as famílias estão optando por fazer
uma nova dívida, com condições e prazos mais vantajosos, a fim de pagar as
antigas.
Em fevereiro, o percentual de famílias endividadas chegou a 76,4%, 0,3 ponto
percentual (p.p.) acima do registrado em janeiro e 1,5 p.p. abaixo do
verificado em fevereiro do ano passado (77,9%).
Já a inadimplência, que considera as dívidas em atraso, teve um recuo de 0,5
ponto percentual, chegando a 28,6%. O percentual de famílias que não terão
condições de pagar as dívidas em atraso também permanece com tendência de
queda, indo para 12,3%.
84,9%
É o percentual de famílias endividadas em fevereiro de 2025 na capital
potiguar.
Tribuna do Norte

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