A ministra de Assuntos
Internacionais do Canadá, Mélanie Joly, afirmou que a única causa aparente para
as tarifas impostas pelos EUA seria a meta do presidente Donaldo Trump de
anexar o Canadá como 51.º Estado americano. Ela destacou que a soberania do Canadá
não é negociável.
Direcionando-se aos
americanos, ela disse que não é o Canadá que está elevando os preços nos EUA,
colocando seus empregos em risco. E acrescentou que irá trabalhar com a União
Europeia para se defender das tarifas dos EUA. Segundo ela, europeus, britânicos
e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversarão em Quebec, durante a
reunião do G7. O encontro entre ministros de Relações Exteriores das sete
economias mais desenvolvidas começou ontem e vai até sexta, 14, no Canadá.
O Ministério da Indústria do
Canadá sinalizou ainda que lutará pelo setor automotivo.
De acordo com a Bloomberg, as
medidas retaliatórias do Canadá também se aplicarão a itens de consumo, como
computadores e artigos esportivos. Os novos impostos correspondem às tarifas
dos EUA “dólar por dólar”, disse o ministro canadense das Finanças, Dominic
LeBlanc.
Ao mesmo tempo, as autoridades
canadenses afirmam que continuam em busca de uma saída para a guerra comercial.
LeBlanc deve se reunir com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick,
hoje, e terá a companhia do primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, e do
ministro da Indústria canadense, François-Philippe Champagne, de acordo com a
Bloomberg.
União Europeia
Também ontem, a União Europeia
anunciou que irá taxar uma série de produtos dos EUA a partir de 1.º de abril.
“Enquanto os EUA aplicam tarifas no valor de US$ 28 bilhões (R$ 163 bilhões),
estamos respondendo com contramedidas no valor de € 26 bilhões (R$ 165
bilhões)”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em
comunicado. “Nós sempre permaneceremos abertos à negociação. Acreditamos
firmemente que, em um mundo repleto de incertezas geopolíticas e econômicas,
não é do nosso interesse comum sobrecarregar nossas economias com tarifas.”
A presidente da comissão
também disse que, além de aço e alumínio, a medida abrange artigos têxteis,
couro, eletrodomésticos, ferramentas, plásticos e madeira. Produtos agrícolas
também serão impactados – incluindo aves, carne bovina, alguns frutos do mar,
nozes, ovos, açúcar e vegetais.
Estadão Conteúdo

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