O documento diz que a questão
chegou ao auge em agosto de 2024, quando o Supremo Tribunal Federal (STF)
ordenou o bloqueio à empresa de mídia social X porque representava uma “ameaça
direta à integridade do processo democrático” antes das eleições locais
nacionais de outubro de 2024.
“Restringir o acesso a uma
grande plataforma de mídia social dessa forma por várias semanas não tem
paralelo entre países democráticos. A censura de um grupo de usuários
ultrapassou os limites do que pode ser considerado restrições razoáveis à
liberdade de expressão, especialmente no meio de uma campanha eleitoral”,
argumenta o texto. E acrescenta: “Tornar certos discursos ilegais, com base em
definições vagas, é um exemplo de politização do judiciário”.
Na sequência, a The Economist
cita um levantamento do Latinobarómetro de 2023 sobre liberdade de expressão
que apontou que 64% dos brasileiros afirmaram que ela “é mal garantida ou não é
garantida”, porcentual que estaria acima da média regional de 45%.
Além disso, 62% dos
brasileiros dizem que não expressam suas opiniões sobre os problemas que o País
enfrenta, ficando atrás apenas de El Salvador e bem acima da média regional de
44%. A pontuação do Brasil, segundo a pesquisa, também foi afetada negativamente
por novos detalhes da “suposta tentativa de golpe” em 2022 contra o então
presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e membros do STF, que teria sido
organizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e membros do alto escalão das
Forças Armadas, que negam irregularidades.
“O plano de golpe também
sugere que há uma tolerância perturbadora à violência política no Brasil que
está ausente em democracias mais consolidadas”, afirma a pesquisa. O ranking de
democracia da The Economist é liderado pela Noruega, seguido pela Nova Zelândia
e Suécia. Coreia do Norte, Mianmar e Afeganistão ocupam as três ultimas
posições, de uma lista de 167 países.
MSN

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