Para monitorar e ajustar as
condições da água, os criadores estão utilizando sondas que ajudam na medição
da temperatura da água e enviam dados para os computadores do escritório.
O gerente da piscicultura
Roberto Bernardo explica que a temperatura ideal para alimentação dos peixes
varia entre 26°C e 30°C. “Acima disso, os peixes começam a sofrer, e precisamos
reduzir a ração para evitar que os peixes morram”, explica.
A piscicultura onde Roberto
trabalha possui mais de 70 tanques e produz mensalmente cerca de 300 toneladas
de tilápia. O pico de calor no final de dezembro de 2024 causou perdas e, com
isso, ele explica que agora o cuidado tem que ser redobrado para que não haja
mais prejuízo.
Outro piscicultor é Mauro
Sergio Saviolli, que trabalha na área há 20 anos e conta que os impactos do
calor na produção são cada vez maiores. “Antes, nunca precisávamos cortar a
ração dos peixes, mas com uns anos para cá, precisamos monitorar constantemente
para evitar as perdas”, diz.
A quaresma é uma época de
maior venda e consumo de peixe, e a preocupação com a entrega na mesa do
consumidor também tem preocupado os produtores, já que o aquecimento global e
as altas temperaturas interferem diretamente na produção.
“Precisamos ter os peixes
prontos para essa época, mas o calor forte já vem desde novembro. Estamos
torcendo para que refresque um pouco”, diz.
G1

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