A decisão saiu após
videoconferência do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento,
Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, com o secretário de Comércio
dos Estados Unidos, Howard Lutnick, e o representante comercial dos EUA,
Jamieson Greer.
A conversa, que durou cerca de
50 minutos no fim da tarde dessa quinta-feira (6), ocorreu no dia seguinte ao
discurso em que o presidente norte-americano, Donald Trump, citou o Brasil
entre os países aos quais ameaça impor tarifas comerciais. Por cerca de 90
minutos, Trump expôs as prioridades do novo governo ao Congresso dos Estados
Unidos.
Segundo o Ministério do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a reunião destacou os
resultados da balança comercial e apresentou os detalhes da política tarifária
recíproca.
De acordo com a pasta, houve
convergência quanto aos aspectos positivos da relação entre o Brasil e os
Estados Unidos.
“O vice-presidente considerou
positiva a conversa e acredita que, através do diálogo, será possível chegar a
um bom entendimento sobre a política tarifária e outras questões que envolvam a
política comercial entre os países”, ressaltou a nota do Mdic.
Alckmin lembrou ao colega
norte-americano que o Brasil e os Estados Unidos têm um volume de comércio
de cerca de US$ 80 bilhões por ano. Ao considerar a balança comercial
(exportações menos importações), os Estados Unidos têm superávit de US$
200 milhões com o Brasil.
O vice-presidente e ministro
também ressaltou que, dos dez produtos que o Brasil mais importa dos
Estados Unidos, oito tem tarifa zero.
“A tarifa média ponderada
efetivamente recolhida é de 2,73%, bem abaixo das tarifas nominais”, destacou o
Mdic.
Alckmin também ressaltou que
o Brasil responde pelo sétimo maior superávit comercial de bens dos
Estados Unidos. Ao somar bens e serviços, o superávit comercial dos
Estados Unidos com o Brasil supera os US$ 25 bilhões, ou seja, o Brasil importa
US$ 25 bilhões a mais do que exporta para os EUA.
“O vice-presidente ressaltou
que a intenção do governo brasileiro é fortalecer a complementariedade
econômica entre os países e aumentar a reciprocidade, fortalecer nossas
empresas e, acima de tudo, contribuir para as boas práticas comerciais entre os
dois países”, concluiu a nota do Mdic.
Agência Brasil

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