Em 2024, o Brasil exportou
mais de quatro milhões de toneladas de aço para os Estados Unidos, sendo o
segundo maior fornecedor, atrás apenas do Canadá.
Durante seu primeiro mandato,
Trump já havia imposto tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio.
Posteriormente, revogou as taxas para produtos brasileiros e de outros
parceiros comerciais, como Canadá, México, União Europeia e Reino Unido.
O presidente da Associação de
Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, avalia que, caso a nova
tarifa seja confirmada, o Brasil pode ter dificuldades para exportar metade do
volume atual de aço para os Estados Unidos.
Segundo a TV Globo, o governo
brasileiro aguardará o anúncio oficial antes de se pronunciar sobre o tema.
Retaliação da China
Enquanto os Estados Unidos se preparam para a nova política tarifária, a China
implementou, na madrugada desta segunda-feira (horário local), taxas de 10% e
15% sobre determinados produtos americanos, incluindo energia, equipamentos
agrícolas e alguns modelos de veículos.
A medida é uma resposta direta
à decisão de Trump de impor uma tarifa adicional de 10% sobre todas as
importações chinesas. Estima-se que a retaliação chinesa impacte cerca de US$
14 bilhões em produtos dos EUA, intensificando a disputa comercial entre as
duas maiores economias do mundo.
Na semana passada, Trump
ameaçou ampliar as tarifas caso houvesse retaliação por parte da China. O
presidente chegou a afirmar que conversaria com o líder chinês, Xi Jinping,
mas, após a nova medida de Pequim, declarou que não tem pressa para um diálogo.
Agência Brasil

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