A fuga de dois detentos da
Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, expôs falhas no
sistema de segurança e gerou investigações sobre os contratos de manutenção da
unidade. A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) estão
apurando o envolvimento da empresa R7 Facilities, responsável pelos serviços de
manutenção do presídio, em possíveis fraudes em licitações.
As investigações começaram em
2024, após denúncias sobre problemas na gestão contratual da penitenciária. As
apurações indicam que a empresa pode ter manipulado licitações, utilizado
sócios fictícios e apresentado documentos falsos para obter contratos públicos
de forma irregular. A Operação Dissimulo, deflagrada nesta terça-feira (11),
cumpriu 26 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal.
Os principais pontos da
investigação incluem:
Manipulação de licitações, com
empresas ligadas entre si fraudando o processo para garantir contratos.
Uso de “laranjas” para ocultar
os verdadeiros donos das empresas.
Apresentação de documentos
falsificados para obter benefícios fiscais e vantagens nos contratos.
A R7 Facilities mantém vários
contratos com a administração pública, incluindo a manutenção de unidades
prisionais.
A conexão entre a fuga e as
investigações sobre a empresa foi estabelecida a partir da identificação de
falhas estruturais e operacionais no presídio que facilitaram a evasão.
Entre os problemas apontados
estão:
Manutenção deficiente, com
indícios de que os serviços não foram realizados conforme o contrato.
Falhas nos sistemas de
segurança e na vigilância da unidade.
Desgaste de estruturas e
equipamentos, cuja manutenção deveria ser de responsabilidade da empresa.
Denúncias
A CGU mantém aberto o canal
Fala.BR para o recebimento de denúncias. Qualquer pessoa pode enviar
informações sobre esta operação ou outras irregularidades de forma anônima,
selecionando a opção “Não identificado” no formulário eletrônico.
Para denúncias relacionadas à Operação Dissimulo, recomenda-se:
No campo
“Sobre qual assunto você quer falar”, marcar a opção “Operações CGU”;
No campo
“Fale aqui”, indicar o nome da operação e a Unidade da Federação onde foi
deflagrada.
Tribuna do Norte

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