terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Cortes de verbas do governo dos EUA afetam estudos clínicos no Brasil

No final de janeiro, o governo dos Estados Unidos anunciou uma pausa de três meses nos programas de apoio ao desenvolvimento de outros países para avaliar a eficiência e a conformidade deles com a política externa dos Estados Unidos.

Essa decisão de cortar verba dos institutos nacionais de saúde para programas de estudos científicos já teve reflexos no Brasil.

Já são mais de 10 anos que o Instituto de Medicina Tropical da USP desenvolve estudos sobre a doença de Chagas com recursos da agência de pesquisas médicas dos Estados Unidos, o National Institute of Health. Os pagamentos mensais sempre foram feitos em dia, mas isso só até janeiro de 2025.

A decisão é vista como um retrocesso por alguns especialistas, já algumas doenças, os Estados Unidos não conseguem estudar lá, ou seja, eles precisam estudar em outras partes do mundo porque não existe doença de Chagas nos Estados Unidos, por exemplo. 

O corte pode prejudicar tanto pacientes que se beneficiam dos estudos clínicos como profissionais do setor. Até a Fiocruz sentiu o impacto da medida. O projeto "A Hora é Agora", que combate e previne a AIDS, ficou sem verba. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação diz que os Estados Unidos são o principal parceiro do Brasil em estudos científicos e prevê um impacto significativo com a suspensão do repasse de verbas.

Os estudos científicos é quando voluntários participam de vários testes para garantir que uma nova vacina ou um novo remédio seja seguro, cumpra com sua finalidade e possa ser disponibilizado no mercado.

É com o Estudo Clínico que a Medicina evoluiu e pôde atingir o patamar que hoje possibilita à sociedade variedade de tratamentos e medicamentos, que não somente prolongam a expectativa de vida, mas proporcionam melhor qualidade de vida e bem-estar.

Para comentar sobre o assunto, minha sugestão de fonte é o Fernando de Rezende Francisco, Gerente Executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO).

Ele possui graduação em Bacharelado em Farmácia e Bioquímica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, MBA em Economia e Gestão da Saúde pela Unifesp, MBA em Gestão Executiva na Indústria Farmacêutica pela Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, e Mestrado em Gestão da Saúde pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas.

Por: Notícia Expressa Remetente: Renato Lopes jornalismo@noticiaexpressa.com.brCelular: (11) 91030-3530

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