Essa decisão de cortar verba
dos institutos nacionais de saúde para programas de estudos científicos já teve
reflexos no Brasil.
Já são mais de 10 anos que o
Instituto de Medicina Tropical da USP desenvolve estudos sobre a doença de
Chagas com recursos da agência de pesquisas médicas dos Estados Unidos, o
National Institute of Health. Os pagamentos mensais sempre foram feitos em
dia, mas isso só até janeiro de 2025.
A decisão é vista como um
retrocesso por alguns especialistas, já algumas doenças, os Estados Unidos não
conseguem estudar lá, ou seja, eles precisam estudar em outras partes do mundo
porque não existe doença de Chagas nos Estados Unidos, por exemplo.
O corte pode prejudicar tanto
pacientes que se beneficiam dos estudos clínicos como profissionais do setor.
Até a Fiocruz sentiu o impacto da medida. O projeto "A Hora é
Agora", que combate e previne a AIDS, ficou sem verba. O Ministério
da Ciência, Tecnologia e Inovação diz que os Estados Unidos são o principal
parceiro do Brasil em estudos científicos e prevê um impacto significativo com
a suspensão do repasse de verbas.
Os estudos científicos é
quando voluntários participam de vários testes para garantir que uma nova
vacina ou um novo remédio seja seguro, cumpra com sua finalidade e possa ser
disponibilizado no mercado.
É com o Estudo Clínico que a
Medicina evoluiu e pôde atingir o patamar que hoje possibilita à sociedade
variedade de tratamentos e medicamentos, que não somente prolongam a
expectativa de vida, mas proporcionam melhor qualidade de vida e bem-estar.
Para comentar sobre o assunto, minha sugestão de fonte é o Fernando de Rezende Francisco, Gerente Executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO).
Ele possui graduação em Bacharelado em Farmácia e Bioquímica pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, MBA em Economia e Gestão da Saúde pela Unifesp, MBA em Gestão Executiva na Indústria Farmacêutica pela Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, e Mestrado em Gestão da Saúde pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas.
Por: Notícia Expressa Remetente: Renato Lopes jornalismo@noticiaexpressa.com.brCelular: (11) 91030-3530

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