Na avaliação da Secretaria de
Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, o desempenho
das exportações agropecuárias brasileiras no ano passado foi influenciado pela
queda no índice de preço dos produtos exportados, de 4,6%, parcialmente
compensado pelo incremento de 3,4% no volume exportado.
“O setor manteve seu
protagonismo ao responder por metade das exportações totais do País, desta vez
trazendo resultados concretos do empenho do Governo e do setor privado para uma
maior inserção internacional, por meio da diversificação de produtos e destinos”,
disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua.
De acordo com o Ministério, a
redução nas vendas do complexo soja e de cereais, consequência da menor safra
brasileira e dos preços internacionais achatados, foi compensada pelo
incremento das exportações de carnes (+11,4%), complexo sucroalcooleiro (+13,3%),
produtos florestais (+21,2%) e café (+52,6%). Outros setores, como fibras
têxteis, sucos, cacau e seus derivados e produtos hortícolas também registraram
aumento nos embarques.
A secretaria destacou ainda
que os embarques de açúcar, café verde, algodão, café solúvel, carne suína in
natura, bois vivos, feijões secos, sebo bovino, foram recordes em valor e
volume exportados.
As exportações de celulose,
suco de laranja, óleo essencial de laranja foram recordes em receita gerada,
enquanto as vendas externas de farelo de soja, carne bovina in natura e miúdos
de carne bovina alcançaram o maior volume exportado da série histórica. “Entre
os produtos menos tradicionais da pauta exportadora, destacam-se limões e
limas, chocolate e preparações alimentícias de cacau, alimentos para cães e
gatos, gengibre, pasta de cacau e cebolas”, observou a pasta.
Em valor exportado, os
principais setores foram complexo soja, com US$ 53,9 bilhões, respondendo por
32,8% do total exportado, carnes (com US$ 26,2 bilhões, 15,9% do total),
complexo sucroalcooleiro (com US$ 19,7 bilhões, 12%), produtos florestais (US$
17,3 bilhões, 10,5%), café (US$ 12,3 bilhões, 7,5%) e cereais, farinhas e
preparações (com US$ 10 bilhões, 6,1%). Juntos, esses segmentos representaram
84,8% das exportações do agronegócio no ano passado, 2,9 pontos porcentuais
abaixo do ano anterior.
Destinos
A China se manteve como
principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em 2024. As vendas ao
mercado chinês somaram US$ 49,7 bilhões, retração de 17,5% ante 2023, ou US$ 10
54 bilhões a menos. Com isso, a participação chinesa saiu de 36 2% em 2023 para
30,2% em 2024.
O principal produto exportado
para os chineses foi soja em grão, com vendas de US$ 31,5 bilhões (queda anual
de US$ 7,4 bilhões) e 72,6 milhões de toneladas, ou 63% das exportações do
agronegócio. A China comprou 73,4% do total exportado de soja brasileira, 2,6%
menos na comparação anual.
Além da soja, o milho, com
queda de US$ 3,2 bilhões, também influenciou nos resultados menores nas vendas
do agro para a China. O volume negociado caiu 86%, com preços 7,5% mais baixos.
Já as exportações de celulose, carne bovina, algodão e fumo para a China
cresceram.
Os Estados Unidos foram o
segundo país de destino do agronegócio brasileiro, com embarques de US$ 12,1
bilhões (+23,1%). A participação norte-americana nas exportações do agronegócio
brasileiro aumentaram de 5,9% para 7,4% em um ano. Os principais produtos
exportados aos Estados Unidos foram café verde, celulose, carne bovina in
natura e suco de laranja.
Os Países Baixos aparecem na
terceira colocação, com US$ 5,5 bilhões (+5,4%) e participação de 3,3%. Os
destaques para lá foram vendas de celulose e suco de laranja. Mercados como
Egito (+91,4%), Emirados Árabes Unidos (+46%), Bélgica (+43,3%), Turquia (+31,2%)
e Irã (+30,7%) também ganharam relevância nas exportações em 2024.
Balança
As importações de produtos
agropecuários cresceram 16,2%, a US$ 19,302 bilhões em 2024, ou 7,4% do total
internalizado no País. Os produtos que puxaram o aumento foram álcool, azeite
de oliva, óleo de palma e trigo. Assim, o saldo da balança comercial do
agronegócio em 2024 ficou positivo em US$ 145,066 bilhões, ante US$ 149,879
bilhões em 2023.
Tribuna do Norte

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