Entre as medidas anunciadas
por Braga está a transferência de um adicional de 300 MW da usina de Itaipu e
aceleração da manutenção em termelétricas da Petrobras, para que
voltem a operar e gerar energia antes do previsto. Essas térmicas devem agregar
outros 867 MW até 18 de fevereiro.
O ministro disse ainda que
"não há previsão de racionamento" de energia no país e não soube
responder se houve falha humana capaz de provocar o blecaute ocorrido em vários
estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
corte de energia
(Foto: Reprodução GloboNews)Braga voltou a negar que a
falta de luz, que atingiu 11 estados e o Distrito Federal por cerca de 1 hora,
foi provocada por falta de energia para atender à demanda crescente,
principalmente no Sudeste, devido ao calor intenso dos últimos dias.
"Buscamos compreender a
intercorrência para aprimorar o sistema. Não estamos fazendo aqui caças as
bruxas, estamos tentando entender o que aconteceu em pormenores", afirmou
Braga.
Durante a coletiva, o ministro
disse que sua equipe faz "um esforço para ter um sistema [de energia] mais
confiável, cada vez mais robusto e confiante". Ele citou uma ocasião em
que ficou horas em Nova York sem energia elétrica e nem por isso as bolsas
norte-americanas sofreram com a queda de luz. No Brasil, a Bovespa reagiu com
queda após a falta de energia, e preocupações sobre a questão continuaram
influenciado a bolsa nesta terça.
“Pode assegurar ao povo e aos
trabalhadores brasileiros que nos temos energia para atendê-los”, disse o
ministro, complementando que o país vive “um extremo climático de auto rigor no
ritmo hidrológico”, que vem reduzindo sensivelmente o armazenamento de água nos
reservatórios das principais hidrelétricas do país.
Entretanto, Braga disse que,
para garantir esse fornecimento de energia no país em 2015, é preciso contar
com a ajuda de Deus. “Deus é brasileiro, temos também que contar que ele vai
trazer um pouco de umidade, um pouco de chuva, para que a gente possa ter mais
tranquilidade ainda”, disse.
Falha técnica
O ministro voltou a afirmar que o apagão da segunda-feira teve como causa original uma falha em um conjunto de capacitores na rede de transmissão de energia entre o Norte e o Sudeste do país. Segundo ele, porém, ainda não é possível especificar o exato ponto do problema e nem o que o provocou.
O ministro voltou a afirmar que o apagão da segunda-feira teve como causa original uma falha em um conjunto de capacitores na rede de transmissão de energia entre o Norte e o Sudeste do país. Segundo ele, porém, ainda não é possível especificar o exato ponto do problema e nem o que o provocou.
Na sequencia, informou ele,
uma série de usinas geradoras de energia foram desligadas de maneira “indevida”
por seus sistemas de proteção. De acordo com o ministro, a falha não deveria
ter acionado esses mecanismos.
Entre as usinas que registraram o problema estão a Governador Ney Braga, administrada pela Copel, do Paraná, e que tem capacidade para 1.260 MW. Para evitar que volte a ocorrer, o sistema de proteção dessa hidrelétrica foi desabilitado até que seja feita uma avaliação.
Outra usina que sofreu desligamento foi Angra I, no Rio de Janeiro, “pela atuação de proteção de subfrequência.” Segundo o ministro, “a possibilidade de alteração desse ajuste está sendo investigado pela Eletronuclear”, que administra Angra I.
Entre as usinas que registraram o problema estão a Governador Ney Braga, administrada pela Copel, do Paraná, e que tem capacidade para 1.260 MW. Para evitar que volte a ocorrer, o sistema de proteção dessa hidrelétrica foi desabilitado até que seja feita uma avaliação.
Outra usina que sofreu desligamento foi Angra I, no Rio de Janeiro, “pela atuação de proteção de subfrequência.” Segundo o ministro, “a possibilidade de alteração desse ajuste está sendo investigado pela Eletronuclear”, que administra Angra I.
Apagão
No apagão desta segunda-feira, houve interrupção da circulação de trens no metrô de São Paulo e algumas estações da Linha 4-Amarela chegaram a ficar fechadas. No Rio de Janeiro, a usina nuclear de Angra 1 foi desligada devido à oscilação de energia.
O corte de luz foi feito por ordem do ONS e ocorreu às 14h55, segundo registro do órgão. Nota divulgada pelo operador afirma que houve “restrições na transferência de energia das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste" que "aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica”.
No apagão desta segunda-feira, houve interrupção da circulação de trens no metrô de São Paulo e algumas estações da Linha 4-Amarela chegaram a ficar fechadas. No Rio de Janeiro, a usina nuclear de Angra 1 foi desligada devido à oscilação de energia.
O corte de luz foi feito por ordem do ONS e ocorreu às 14h55, segundo registro do órgão. Nota divulgada pelo operador afirma que houve “restrições na transferência de energia das regiões Norte e Nordeste para o Sudeste" que "aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica”.
As distribuidoras de estados
das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste afirmaram que a redução no
fornecimento de luz foi feita por orientação do próprio operador nacional. O
ONS disse que adotou "medidas operativas em conjunto com os agentes
distribuidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, impactando menos de 5%
da carga do Sistema".
"Corte programado"
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou também durante a coletiva que, após “desajuste de proteção” na hidrelétrica Governador Ney Braga, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) “fez corte programado” de energia em vários pontos do país para evitar que o apagão fosse maior.
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou também durante a coletiva que, após “desajuste de proteção” na hidrelétrica Governador Ney Braga, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) “fez corte programado” de energia em vários pontos do país para evitar que o apagão fosse maior.
Na segunda, distribuidoras em
estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste já haviam informado que
reduziram o fornecimento de luz após uma orientação do ONS, o órgão responsável
pela gestão de energia no país. Uma das distribuidoras, a Companhia Paulista de
Força e Luz (CPFL), afirmou em nota que o corte foi programado, por
determinação do ONS.
Fábio Amato Do G1, em São Paulo

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