José Tarcísio Tavares (Purueca) como era chamado pelos assuenses, ao lado de sua irmã Evangelina Tavares de Sá Leitão (ambos já falecidos), numa noite de carnaval na AABB, de Assu, na década de oitenta. Purueca bebia inveteradamente. Viveu a vida a seu modo. Era tipo magro, baixo, bruto ao extremo, mas não fazia mau a ninguém.
Os bares e botequins que povoavam a cidade de Assu, ele frequentou a todos. Eram seus pais Fernando Tavares (Vem-Vem) e Maria Celeste Tavares, que sucumbiram num desatre aviatório do Rio do Sal em Aracaju, no final de uma manhã de 12 de julho de 1951. Purueca estudou no Colegio Diocesano de Caicó e, salvo engano, no 7 de setembro, de Natal, nos idos de cinquenta. A sua brutalidade não desagradava, nem ofendia quem quer que fosse.
Todos se alegravam com o seu comportamento, com a sua maneira de tratar as pessoas. Faleceu aos 65 anos de idade, em Mossoró, e está sepultado no Cemitério de São João Batista, em Assu, sua terra natal, de onde saiu muito pouco. Ele fazia parte do folclore assuense.
Certa vez um amigo lhe propos pagar a despesa de uma certa farra, se ele passasse cinco minutos sem dizer um nome feio. Proposta aceita. Os minutos foram se passando e já se aproximando o tempo determinado, Purueca impaciente, explodiu, dizendo assim: "O ponteiro da p... desse relógio num roda não?" Era assim Purueca que deixou saudades aos assuense, aos seus amigos de boemia. Dele, Purueca, ainda tem muito a se contar!
blogdofernandocaldas.blogspot.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário