Donald Trump, presidente dos Estados Unidos | Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para "revisar" o cartão vermelho dado ao jogador norte-americano Folarin Balogun, que poderá jogar hoje contra a Bélgica, depois de afirmar que "nem sequer foi falta" e levantar dúvidas sobre o árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou o atacante norte-americano.
"Sim, eu fiz isso.
Conversei com Gianni, uma pessoa muito respeitada, que organizou a Copa do
Mundo mais bem-sucedida da história", afirmou em declarações proferidas no
Salão Oval, nas quais confirmou que interveio para que a FIFA revisasse a atuação
do árbitro brasileiro nas oitavas de final.
Segundo ele, assistiu à jogada
e, como alguém "que adora esportes" e entende "muito bem o
esporte", considerou que "aquilo não foi uma falta". "Nem
mesmo foi uma infração. Eram dois jogadores correndo a toda velocidade que
simplesmente se chocaram (…) ficaram emaranhados na jogada", descreveu ele
sobre a ação que resultou na expulsão de Balogun, após ele ter pisado no
zagueiro bósnio Tarik Muharemovic aos 64 minutos.
Nesse ponto, Trump apontou
diretamente para o árbitro por ter marcado o cartão vermelho direto,
ressaltando que Claus "é um pouco suspeito". "Não quero dizer
isso porque não gosto de gerar polêmica, mas é bastante suspeito. Se quiserem,
posso mostrar o histórico dele", indicou, lançando dúvidas sobre a decisão
que "ninguém conseguia acreditar".
No entanto, ele reconheceu que
não sabia que a expulsão implicaria que Balogun não jogaria a próxima partida,
na qual os Estados Unidos enfrentarão a Bélgica por uma vaga nas quartas de
final. "É um jogador absolutamente fundamental. Eu não sabia o que essa
decisão significava. Achei que não teria muitas consequências. Depois comecei a
ouvir que isso significava que ele não poderia jogar a próxima partida, pelo
menos a próxima", afirmou.
"Isso é muito
injusto", avaliou, indicando que impedi-lo de disputar a próxima partida
era uma punição muito severa para um dos melhores jogadores da seleção
americana.
"Se tivesse acontecido
com qualquer outro jogador, também teria sido injusto, mas quando você tira o
melhor jogador, ou um dos melhores", disse ele, confirmando que, na
ocasião, conversou com Infantino para pedir que ele revisasse a situação, embora,
de forma alguma, tenha admitido ter influenciado o processo.
Segundo Trump, manter essa
decisão "teria deixado uma grande mancha no campeonato". "Isso
foi a única coisa que transmiti. Não disse a ele qual decisão deveria
tomar", ressaltou.
"Não acho que tenha sido
ele quem decidiu", observou sobre o presidente da FIFA. "Acho que foi
um comitê. E esse comitê tomou a decisão certa porque, em primeiro lugar, não
houve falta. Além disso, as pessoas querem ver os melhores jogadores",
avaliou, ressaltando que seria como privar a Argentina de Lionel Messi,
Portugal de Cristiano Ronaldo ou a Inglaterra de Harry Kane.
Dessa forma, ele observou que,
se a Bélgica vencer a partida, poderá se sentir orgulhosa, mas "se tivesse
vencido com o melhor jogador do adversário ausente por causa dessa decisão, a
sensação teria sido bem diferente".
Europa Press/Tribuna do Norte

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