quarta-feira, 1 de julho de 2026

PSOL mantém candidatura própria e dificulta frente de esquerda no RN

A 20 dias da largada das convenções partidárias para homologações de nomes dos candidatos às eleições de outubro, o Partido dos Trabalhadores tenta, ainda, unificar a esquerda em torno do projeto político de eleger o sucessor da governadora Fátima Bezerra (PT).

O presidente da Federação PSOL/REDE, o ex-deputado estadual Sandro Pimentel, informou, nas redes sociais que, “como é de costume no PSOL, todas as decisões são tomadas de forma colegiada, ouvindo a militância e seus dirigentes”.

De antemão, já existe resistência interna no partido a uma composição com o PT e PV/PC do B, partidos aliados na Federação Brasil da Esperança, e ainda PDT e PSB, começando pelo pré-candidato do PSOL ao governo do Rio Grande do Norte, professor universitário e ex-vereador Robério Paulino: “No segundo turno uma aliança com o PT é possível. Mas agora o PSOL quer apresentar suas propostas programáticas de transformação profunda, estrutural, do estado, coisa que o PT não vai fazer”.

“Precisamos ter cara própria”, resumia Robério Paulino, reforçando que o “Diretório Estadual do PSOL, decidiu, na semana passada, por unanimidade, que, apesar dos apelos do PT para uma aliança, vai manter suas pré-candidaturas próprias ao governo e ao Senado Federal”.

Robério Paulino alertou que “foi estritamente essa decisão da instância partidária” que comunicou na reunião com o PT, na segunda-feira (29/6).

A presidente estadual do PT e vereadora em Natal, Samanda Alves, deu a entender, nas redes sociais, que o convite formal ao PSOL é um processo natural dentro das discussões sobre as eleições de 2026, visto que aquele partido “já faz parte do arco de alianças em torno da reeleição do presidente Lula”.

A vereadora disse que durante a reunião com o PSOL, “até brincou que o time de Lula não está totalmente fechado ainda no Rio Grande do Norte, porque falta a gente fazer esse diálogo mais fraterno com o PSOL”.

Samanda Alves exemplificou que PT e PSOL “tem sido protagonistas de muitas lutas”, como o caso do fim da escala 6x1, “uma demanda iniciada por um parlamentar do PSOL, que o presidente Lula e os parlamentares do PT incorporaram e está avançando no Congresso Nacional”.

Dificuldades

Além do fato do PSOL ter decidido lançara pré-candidatura a governador em 6 de março, o partido também havia deliberado sobre a pré-candidatura de Sandro Pimentel a senador e há uma semana o partido também lançou a pré-candidatura da médica Sônia Godeiro para o Senado.

Tribuna do Norte

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